Emerj discute a dimensão simbólica da violência de gênero (TJRJ – 15/06/2015)

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A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), por meio do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero, promoveu, nesta segunda-feira, dia 15, a palestra “A Dimensão Simbólica da Violência de Gênero”, com a professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Cecilia M. B. Sardenberg.

“O tema da palestra, ‘A Dimensão Simbólica da Violência de Gênero’, é bastante instigante para todos nós que trabalhamos com a questão da violência, muito acostumados a trabalhar com a questão da violência real, a violência física e psicológica”, afirmou a presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero, a juíza auxiliar da Presidência Adriana Ramos de Mello, que citou ainda o livro “A dominação masculina”, de Pierre Bourdieu.

A palestrante Cecilia M. B. Sardenberg explicou que gênero diz respeito a maneira como diferentes sociedades reconhecem e se apropriam das diferenças anatômicas e fisiológicas entre machos e fêmeas e constroem masculino e feminino, idealizando o que é ser homem e ser mulher. Ela ressalta que a dimensão simbólica “refere-se aos símbolos culturalmente disponíveis que evocam diferentes representações, muitas vezes contraditórias, do masculino e feminino”.

A professora contou ainda que a violência simbólica é um conceito elaborado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, sendo uma forma de coação que se apoia no reconhecimento de uma imposição determinada, seja esta econômica, social ou simbólica. Para ela, este tipo de violência se fundamenta na fabricação contínua de crenças, interiorizadas por meio do processo de socialização, que induzem as pessoas a se posicionarem na sociedade de acordo com os critérios e padrões do discurso dominante. “Está incutida nas mentes das pessoas sob uma forma de dominação que parece fazer parte do imaginário social como algo natural”, completou a palestrante, acrescentando que a violência simbólica se infiltra por toda a nossa cultura, legitimando outros tipos de violência e sua impunidade, além de expressar a ordem de gênero patriarcal, inscrita nas nossas instituições sociais.

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