Encontro no TJ do Rio destaca maior atuação no combate à violência contra a mulher (TJRJ – 01/04/2016)

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“Ou mudamos a concepção de educação familiar e educacional em que a igualdade deve ser concebida indistintamente ou continuaremos a discutir, por séculos, a violência contra a mulher e as questões do sexismo e do machismo”. A declaração foi da professora e sub-reitora da UERJ, Tânia Maria de Castro Carvalho Netto, uma das palestrantes convidadas para o “I Encontro de Equipes Multidisciplinares dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”.

Numa iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), em parceria com a Corregedoria Geral da Justiça, o evento reuniu nesta sexta-feira, dia 1º de abril, as equipes técnicas que atuam junto aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Na abertura, a juíza-auxiliar da Presidência Adriana Ramos de Mello destacou a importância do encontro, com debates e palestras que visam o aprimoramento de todos os envolvidos no atendimento das mulheres que sofrem violência.

Para a juíza Katerine Jatahy, do I Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (JVDFM), a formação dos grupos por especialistas de diferentes áreas de conhecimento é fundamental para dar apoio às vítimas, além do atendimento judicial. O juiz Manoel Tavares, do JVDFM da Barra da Tijuca, disse que as equipes do TJRJ contribuem na articulação com os representantes dos órgãos governamentais que formam a rede de apoio às personagens desse processo.

Um dos aspectos levantados durante o encontro foi o impacto gerado pela crise econômica enfrentada pelo Estado e Municípios do Rio de Janeiro. Em sua palestra com o tema “A importância da Integração da Rede de Serviço de Atenção à Mulher e as Equipes Técnicas” a socióloga Adriana Mota, do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), chamou a atenção para a descontinuidade que vem ocorrendo nos serviços das casas de apoio social e psicológico às vítimas da violência doméstica e familiar. Foi citada a suspensão do atendimento na unidade localizada em Cabo Frio, uma das regiões que a juíza Adriana Ramos de Mello classificou com alto índice de crimes contra a mulher. A magistrada, inclusive, sugeriu a organização de uma visita ao local para se encontrar uma solução para o problema. Segundo a socióloga Adriana Mota, a descontinuidade do atendimento em uma unidade compromete todo o serviço de atendimento da rede.

Já os professores Leonardo Rabelo e Ana Carolina Barreto, da Universidade Veiga de Almeida, comentaram a oportunidade de estágio que é aberto aos estudantes de diferentes áreas com a formação das equipes multidisciplinares que atuam nos Juizados de Violência Doméstica.

O encontro foi encerrado com a apresentação dos trabalhos realizados pelos grupos, com os temas “Projeto Violeta e o Fluxo de Trabalho”, “Grupo Reflexivo”, “Articulação com a Rede de Atendimento” e “Sensibilização para a Supervisão de Estágio”.

PC/JM

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