Enfermeiras e policiais são ouvidos sobre estupro coletivo em Castelo (G1 – 23/06/2015)

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O objetivo é contrapor o depoimento das testemunhas com o dos suspeitos. Adão José da Silva Sousa, 40 anos, e quatro menores são investigados.

Pelo menos seis pessoas, entre elas enfermeiras e policiais, estão sendo ouvidos na manhã desta terça-feira (23) pelo juiz da Comarca de Castelo do Piauí, Leonardo Brasileiro, sobre o estupro coletivo contra quatro garotas ocorrido no dia 27 de maio. A oitiva está acontecendo na cidade de Campo Maior.

Leia mais: Estupros coletivos e feminicídio: O Caso de Castelo do Piauí (Compromisso e Atitude – 17/06/2015)

Segundo o delegado Laércio Evangelista, o objetivo é confrontar o depoimento das testemunhas com o dos menores, que já foram ouvidos pela justiça no dia 12 de junho e de Adão José da Silva Sousa, 40 anos, ouvido na segunda-feira (22).

“Essa é uma das fases do processo movido contra os menores. Outras testemunhas também serão ouvidas para que a audiência que definirá a sentença seja marcada”, disse.

Na quarta-feira (25), outras testemunhas indicadas pela defesa e a acusação, serão ouvidas no Fórum de Castelo do Piauí.

Adão e quatro menores são suspeitos de violentar e abusar sexualmente das meninas e arremessá-las do alto do penhasco com cerca de 10 metros de altura. Uma das vítimas, Danielly Rodrigues, de 17 anos, morreu no dia 7. Ela teve esmagamento da face, lesões pelo pescoço e tórax e chegou a passar 10 dias internada, mas não resistiu às hemorragias.

Os suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público, que pediu pena de 151 anos para o adulto e aplicação de medida socioedutiva, no Centro Educacional Masculino (CEM), para os garotos. À polícia, Adão José da Silva Sousa negou participação no estupro coletivo.

Quase um mês após o crime bárbaro, a população de Castelo do Piauí ainda está assustada. Uma campanha intitulada “Flores Para Elas” foi criada para arrecadar fundos para ajudar nas despesas com o tratamento das meninas.

Amanda Dourado

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