Escola da defensoria do DF inicia ciclo de debates “Violência doméstica contra as mulheres” (DPDFT – 22/03/2017)

A Escola da Defensoria Pública do Distrito Federal iniciou o ciclo de debates “Violência doméstica contra as mulheres”, na manhã desta quarta-feira (22). O evento pretende fomentar a reflexão sobre este tipo de agressão na capital do país. No total, serão três dias de atividades. Hoje, os principais expoentes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no âmbito do DF debateram sobre os desafios deste serviço e apontaram a importância da empatia no serviço de amparo às vítimas.

Na ocasião, principais nomes da Rede de Atendimento à Mulher do DF discutiram estratégias para prevenção de crimes à luz da Lei Maria da Penha

Na ocasião, principais nomes da Rede de Atendimento à Mulher do DF discutiram estratégias para prevenção de crimes à luz da Lei Maria da Penha

No ano passado, a Lei Maria da Penha, que protege e ampara mulheres vítimas de violência doméstica, completou dez anos. E apesar de, em 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) tê-la considerado a terceira melhor legislação do mundo no combate à violência contra mulher, dados de 2015 divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revelam que o Brasil ainda é o quinto país que mais comete feminicídios no mundo todo.

A defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher, Dulcielly Nóbrega, destacou que é um desafio constante atuar na redução destes números. “O problema da violência contra a mulher é multifacetado, é um fenômeno complexo. Por isso, a importância de uma rede multidisciplinar que atua de forma muito articulada como preconiza a Lei Maria da Penha”, ponderou Nóbrega.

A defensora explicou que esta rede multidisciplinar é formada por diversas instituições do Distrito Federal na tentativa de reduzir o número de crimes cometidos contra a mulher. “Psicologia, assistência social, integração dos serviços da policia, segurança publica, sistema de justiça, assistência, poder executivo, legislativo e judiciário. Todos envolvidos e integrados de forma articulada pra combater esta violência”, ressaltou.

Na ocasião, foram apresentados projetos que estão em execução como forma de prevenir e coibir esses crimes, além de proteger e amparar a vítima. Entre os projetos citados está o “Maria da Penha vai à Escola”, que promove a lei de defesa à mulher nas escolas públicas do DF e tem participação da Defensoria Pública.

O ciclo de debates foi aberto para defensores públicos, servidores, estagiários, colaboradores e Rede de Atendimento à Mulher, e terá continuidade nos dias 23 e 24 de março com palestras que tragam a reflexão acerca do combate à violência e do apoio à vítima.

Ainda estiveram presentes no debate o coordenador do Centro Judiciário da Mulher do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Ben-Hur Viza; a subsecretaria de Políticas para Mulheres da Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH), Lúcia Bessa; a coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Liz-Elainne de Silvério e Oliveira; a delegada- chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), Ana Cristina Santiago; e a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Iara Lobo de Figueiredo.

Natália Picarelli
da Assessoria de Comunicação

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