Esmal leva palestra sobre relacionamentos abusivos para estudantes do bairro Santa Lúcia (TJAL – 17/08/2016)

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Ação, realizada por meio do Programa Cidadania e Justiça na Escola, contemplou cerca de 200 alunos de 13 a 18 anos

A violência doméstica, especialmente a que é exercida contra a mulher, foi o tema da palestra proferida nesta quarta-feira (17) pela psicóloga Poliana Amorim, na Escola Municipal Jaime Miranda, localizada no bairro Santa Lúcia, em Maceió. A ação foi promovida pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) e contemplou cerca de 200 estudantes de 13 a 18 anos.

A psicóloga, que atua no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), no bairro Benedito Bentes, na Capital, explicou que situações de abuso físico, moral, psicológico sexual e patrimonial não devem ser toleradas nas relações. Ela demonstrou ainda aos estudantes que relacionamentos abusivos, que podem resultar na violência, acontecem em qualquer idade e classe social.

“Medo do parceiro, afastamento dos amigos e da família, piora no rendimento escolar, ciúme, apertos no braço, puxões de cabelo, fiscalização de celular, controle sobre a rotina, tudo isso é sinal de um relacionamento abusivo, e as pessoas que passam por situações assim devem ficar alerta”, afirmou a psicóloga. E reforçou: “É importante que estes estudantes, que estão iniciando a sua vida, possam reconhecer os sinais não só nos seus relacionamentos, mas também nos de amigos, parentes e conhecidos. Isso resulta em uma rede de apoio e de solidariedade que é muito eficaz para que o ciclo de violência se encerre”.

Os números de telefone para denunciar a violência contra a mulher também foram disponibilizados para os estudantes. Uma das alunas que participou do encontro foi Franciele Vitória Vieira da Silva, de 15 anos, que está no 9º ano. Embora afirme nunca haver passado por situação de violência nos seus relacionamentos, acredita que a palestra “demonstrou para estudantes que situações desse tipo não podem ser naturalizadas”. “Mulher nenhuma gosta de apanhar, mas muitas vezes ela se sente abandonada pelos amigos e pela família, ou têm medo e estão assustadas demais para reagir. Saber como denunciar é muito importante para ajudar a essas pessoas”, avalia.

A palestra contou com a participação de muitos meninos. Um deles foi Givaldo dos Santos Calado, de 14 anos e que também está no 9º ano do Ensino Fundamental. Para ele, é essencial que os homens se informem sobre violência e fiscalizem as suas ações. “O que mais chamou a minha atenção na palestra de hoje foi saber do Disque 180, por meio do qual posso fazer denúncias e orientar mulheres que passam situações de abuso a fazer o mesmo”.

A atividade fez parte da 5ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, que segue até sexta-feira (19) em todo o país. O objetivo é ampliar o debate sobre a violência doméstica, bem como dar celeridade à resolução de casos em que mulheres são vítimas de agressão ou ameaça.

Estudantes conheceram a importância da Lei Maria da Penha, que completou 10 anos neste mês. (Foto: Itawi Albuquerque)

Esmal e cidadania nas escolas

A ação foi promovida pela Esmal por meio do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE). Ana Valéria Moura Pitta, que participa do projeto e esteve presente na palestra, reitera a necessidade da discussão, no ambiente escolar, de um tema presente na vida de tantas famílias. “A Lei Maria da Penha completa neste ano o seu décimo aniversário e não poderíamos deixar de abordar este assunto com a comunidade. Pensamos cada palestra de forma que ela sensibilize os estudantes, que faça com que eles reflitam sobre os temas e revejam os seus comportamentos”, avalia.

Já a coordenadora da Escola Municipal Jaime Miranda, Nailza da Silva de Oliveira, acrescenta que abordagens multidisciplinares tendem a conquistar a atenção dos jovens e que a parceria  com a Esmal tem sido bastante proveitosa. “Nossa escola está localizada em uma região muito carente de assistência e ao participar de palestras desse nível os estudantes abrem os seus horizontes e acabam levando as lições para as suas famílias”, reconhece.

Carolina Amâncio

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