Espaços de acolhimento a vítimas de escalpelamento recebem mutirão (G1/Pará – 17/09/2016)

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Orvam e Espaço Acolher são alvos de ação de revitalização neste sábado, 17. Locais em Belém dão assistência a mulheres escalpeladas e familiares

O Espaço Acolher, da Fundação Santa Casa de Misericórdia, e a Ong dos Ribeirinhos Vítimas de Acidentes de Motor (Orvam) estão entre os espaços que serão alvo de uma ação de revitalização realizada neste sábado (17), em Belém.

“Todos os anos empresários, trabalhadores e fornecedores se juntam, adotam um local e fazem uma limpeza e manutenção durante o Dia Mundial da Limpeza, quando ocorrem várias ações simultaneamente ao redor do mundo”, explica Wladinaldo Cardoso, diretor do Sindicato das Empresas de Serviços Terceirizáveis, Trabalho Temporário, Limpeza e Conservação Ambiental do Estado do Pará (Seac-PA).

Sede da Orvam, em Belém, recebe ação de revitalização para otimizar assistência a mulheres vítimas de escalpelamento nos rios do Pará. (Foto: Sidney Oliveira/Agência Pará)

Sede da Orvam, em Belém, recebe ação de revitalização para otimizar assistência a mulheres vítimas de escalpelamento nos rios do Pará. (Foto: Sidney Oliveira/Agência Pará)

Durante o evento, mudas de plantas também serão doadas para estimular a criação de áreas verdes e um cadastro de trabalhadores com deficiência será feito para que sejam encaminhados às empresas com vagas abertas. Em 2015, a ação revitalizou a Casa do Autista, também na capital paraense.

Escalpelamento

Em 2015, o Pará registrou 11 casos de escalpelamento. Até agosto deste ano, a Santa Casa contabilizou 4 ocorrências. A região do Marajó é a área com maior incidência de acidentes, em municípios como Muaná, Melgaço, Portel e Breves.

“Os acidentes vêm diminuindo ao longo dos anos, principalmente com a implantação da comissão estadual para erradicação desses acidentes nos barcos”, avalia a coordenadora do Espaço Acolher, a assistente social Maria Luzia de Matos.

O Espaço Acolher faz parte do programa de atenção integral às vítimas de escalpelamento (PAIVES) na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e atende as vítimas depois que recebem alta do hospital e que precisam continuar o tratamento na capital, já que a grande maioria dos acidentes acontece no interior do Estado.

“Atendemos de 70 a 100 pessoas por mês, entre vítimas de escalpelamentos, acompanhantes e mães que tem bebês internados. Essa revitalização será fundamental para dar qualidade de atendimento para essas pessoas”, acredita Maria Luzia de Matos.

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