Especialistas sugerem reflexões sobre violência doméstica durante palestra sobre o tema (TJRJ – 08/04/2015)

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Abertura ao diálogo, considerar a história da vítima e o contexto da relação em que ocorre a violência doméstica. Estes foram alguns dos pontos abordados por especialistas nesta quarta-feira, dia 8, durante palestra  sobre Violência Doméstica e Mediação de Conflitos, realizada na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj). O evento contou com a presença do presidente do Fórum Permanente de Práticas Restaurativas e Mediações, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto; da coordenadora do Centro de Estudo de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, a advogada Barbara Musumeci, e da presidente da Comissão Judiciária de Articulação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, desembargadora Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes.

Na abertura do evento, o desembargador Joaquim Domingos falou sobre os métodos usados quando se trata de violência doméstica. “Em um crime de ameaça, o que é mais importante: multa ou uma audiência de diálogo?” questionou o magistrado. Para a desembargadora Maria Angélica Guedes, é importante não classificarmos a vitima como “uma mulher”, pois temos que considerar sua história, o que ela viveu. “Afinal esta pessoa tem um perfil”, disse, lembrando, ainda, que homens também podem ser vítimas de violência doméstica.

Já a advogada Barbara Musumeci afirmou que a violência contra a mulher é resultado do poder e controle do homem nas relações. “Uma vez denunciado, espera-se a punição do culpado e a segurança da vítima”, afirmou a advogada. Segundo ela, devido ao impacto do tema e ao destaque dado ao assunto, começou um processo de mobilização da sociedade, que culminou com a promulgação da Lei Maria da Penha.  De acordo com a advogada, para que a mediação aconteça, é necessário que ambas as partes sejam ouvidas, que haja um foco nas relações, no presente e no futuro e uma definição dos problemas a serem solucionados, considerando o contexto e suas dimensões. “Uma vez que me abro para saber a perspectiva do outro, posso mudar a minha própria perspectiva”, acredita a advogada.

No evento, foram sugeridas reflexões a serem feitas sobre o tema, como de que modo focar na relação sem culpar a vítima, como dar visibilidade à violência entre parceiros sem se prender à dimensão de gênero e de que forma proteger a vitima respeitando a sua vontade, entre outros questionamentos.

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