Estudo no Distrito Federal analisa as várias etapas da violência doméstica (Gov/DF – 29/04/2014)

Servidoras entrevistaram 12 mulheres acolhidas na Casa Abrigo

Servidoras entrevistaram 12 mulheres acolhidas na Casa Abrigo (Foto: Gov/ DF)

Servidoras entrevistaram 12 mulheres acolhidas na Casa Abrigo (Foto: Gov/ DF)

“As mulheres estão se conscientizando cada vez mais de que a violência doméstica não é uma coisa normal”, destacou a psicóloga Lívia Façanha, durante a apresentação do estudo sobre o atendimento às mulheres em situação de violência, feito com usuárias da Casa Abrigo, mantida pela Secretaria da Mulher do DF.

Além de Lívia, que é servidora da Secretaria da Mulher, participaram do estudo Germain Le Campion, cuidadora social da Casa Abrigo e também servidora da Secretaria, e Sandra Jardeny, terapeuta ocupacional da Secretaria de Saúde.

O curso é resultado de contrato firmado pela Secretaria de Administração Pública (Seap), por meio da Escola de Governo, com a Cátedra Unesco de Bioética da Universidade de Brasília (UnB). A apresentação ocorreu nesta terça-feira (29) na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs) e contou com a presença da secretária da Mulher, Valesca Leão.

Para realizar o estudo, as servidoras entrevistaram 12 mulheres acolhidas na Casa Abrigo, que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica. Foram estudados os cinco tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha – física, sexual, psicológica, moral e patrimonial.

As autoras analisaram o que as mulheres tinham a dizer sobre a violência, o acolhimento na Casa Abrigo e o fenômeno da “inversão da culpa”. “A intenção foi verificar os caminhos da violência, desde a primeira agressão até a chegada à Casa Abrigo, com a percepção do atendimento que elas recebem, principalmente na esfera do Judiciário”, disse Germain Le Campion.

Lívia lembrou que a violência começa com um xingamento até chegar a agressão física. “Portanto, é importante que a mulher faça a denúncia antes que algo pior aconteça”, recomendou ela.

A secretária Valesca Leão parabenizou as autoras e ressaltou que os resultados do estudo de caso permitirão à Secretaria da Mulher identificar a recorrência da violência institucional e as possíveis falhas existentes na rede socioassistencial do DF.

“Com base nessas percepções, cujo valor é altíssimo, pois retrata a experiência das mulheres acolhidas, trabalharemos para otimizar fluxos, sanar deficiências, fortalecer e ampliar a rede integrada de enfrentamento e prevenção contra a violência doméstica e familiar”, afirmou Valesca Leão.

O curso – Coordenado pelo professor Volnei Garrafa, o curso de pós-graduação em Bioética da Universidade de Brasília aborda as questões de saúde com a perspectiva dos estudos bioéticos, prepara profissionais das mais diversas carreiras, dos setores público e privado, cujas atribuições exigem conhecimentos atualizados em bioética e forma profissionais capazes de lidar com a teoria bioética nas questões cotidianas, auxiliando o processo de tomada de decisão.

Ana Carolina Dinardo
Ascom SEM-DF

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