Estupros em aldeias de Dourados são ‘habituais’, diz delegada (Top Mídia News – 17/05/2015)

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Esse tipo de caso é chamado de feirinha. Acontece quando, em uma festa, um grupo de homens cismam com alguma menina e resolvem estuprá-la

O caso da jovem de 19 anos estuprada por cinco homens na madrugada de domingo (10) na Aldeia Bororó, Reserva Indígena de Dourados, assustou os moradores da região e chocou o Brasil todo. No entanto, ao contrário do que se imagina, a história não é um caso isolado e acontece com frequência.

De acordo com a títular da Delegacia de Mulher de Dourados, Rozeli Dolor Galego, o número de registros de violência como esta tem se mantido constante e é considerado ‘habitual’. “Esse tipo de caso é chamado de feirinha. Acontece quando, em uma festa, um grupo de homens cismam com alguma menina e resolvem estuprá-la. É uma situação que nos preocupa muito”, disse a delegada.

No caso específico da jovem estuprada no domingo, o agravante da ‘vingança’ chama ainda mais atenção. Segundo apurações iniciais, uma mulher identificada com o Lindava Valdez teria contratado o grupo para estuprar a jovem por R$ 80.

Lindalva é parente, ainda não se sabe o grau de parentesco, de um homem supostamente assassinado pela jovem em 2012. A vítima teria inclusive cumprido medida socioeducativa por envolvimento no crime.

Os irmãos Edemil Arce Isnarde, 26, o ‘Zéri’, Oimando Arce Isnarde, 20, conhecido como ‘Caimando’, Aufifo Arce Isnarde, 23 e um adolescente de 12 anos, além do tio deles, de 15 anos participaram do crime.

Eles foram presos e reconhecidos pela vítima. Autuados pelo estupro, Edemil, Oimando e Aufifo, permanecem detidos no 1º Distrito Policial. Já os dois menores, levados para a Unei (Unidade Educacional de Internação).

Mikaele Teodoro 

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