Estupros recuam 22,6% em Goiás e 30,8% em Goiânia (Goiás Agora – 20/10/2015)

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Dados da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária revelam que nos nove primeiros meses de 2015 houve um recuo de 22,65% nos registros de estupro em Goiás em relação ao mesmo período do ano passado. Em Goiânia, a queda foi ainda mais significativa, chegando a 30,85%.

De janeiro a setembro, foram registrados 345 casos de estupro no Estado. No mesmo período do ano passado, haviam sido 446 – uma diferença 101 casos. Em Goiânia, ocorreram 65 estupros neste ano, diante de 94 no mesmo período de 2014. (veja quadro)

Estupros

Não são apenas os registros de violência sexual que têm caído durante o ano. Os números das Delegacias Especializadas na Atenção à Mulher, na capital, também comprovam esta tendência de redução. Na 1ª Deam, por exemplo, a queda no número de ocorrências chegou a 7,1% de janeiro a agosto de 2015, no comparativo com igual período de 2014. Já na 2ª Deam, o recuo atingiu os 8% (veja quadro).

Registros_Deams

Ações

O secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Joaquim Mesquita, explica que ações implementadas pelas forças de Segurança têm contribuído para esta diminuição da violência contra a mulher no Estado. Entre elas, o secretário cita a criação da Patrulha Maria da Penha, no âmbito da Polícia Militar, e o monitoramento por meio de tornozeleiras eletrônicas para garantia de cumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

A Patrulha, criada em parceria com a Secretaria da Cidadania, atua desde março com o projeto-piloto na Região Noroeste de Goiânia, onde havia altos índices de violência contra a mulher. Já o monitoramento funciona há mais tempo e atualmente beneficia cerca de 40 mulheres. O sistema consiste em dois dispositivos: a tornozeleira eletrônica, que é colocada no agressor, e um dispositivo que pode ser levado na bolsa pela mulher. O conjunto possibilita que a Central de Monitoramento saiba se o agressor cumpre a medida protetiva, que geralmente consiste em manter uma distância mínima da possível vítima. No caso de aproximação que desrespeite essa distância, a Central de Monitoramento recebe um alerta e toma as medidas necessárias.

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