Exame de DNA deve comprovar participação de acusados em estupro de mulheres raptadas em JP (Paraiba.com.br – 02/07/2015)

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Instituto de Polícia Cientifica (IPC), já encaminhou para a Gerência Geral de Polícia Científica (GGPOC) de Pernambuco os perfis genéticos dos dois homens envolvidos nos crimes de sequestro, estupro, homicídio e tentativa de homicídio, que tiveram como vítimas duas mulheres e um bebê de nove meses, no último dia 20 de junho, na Capital. O material será confrontado no laboratório de perícia e pesquisa genética forense pernambucano. A dupla foi presa na última terça-feira (30) pela equipe de investigadores da Paraíba.

De acordo com o diretor do IPC da Paraíba, Humberto Pontes, o laboratório de DNA do Instituto coletou as amostras enquanto os presos ainda aguardavam transferência da Central de Polícia para a Penitenciária Romeu Abrantes (PB1), em Jacarapé.

“O que nós fizemos foi colher o material genético dos dois presos e traçar os perfis deles. Isso é o que chamamos de ‘perfis de referência’, que serão confrontados com aqueles coletados nas vítimas, chamados de ‘perfis questionados’. Com o cruzamento das duas amostras teremos o resultado da última prova técnica que indicará a participação dos dois no crime de estupro das mulheres. O resultado será anexado ao inquérito policial, que deverá ser finalizado e remetido ao Ministério Público da Paraíba”, disse Pontes.

Além da coleta dos perfis, o IPC da Paraíba foi responsável pelo exame de identificação do veículo roubado de uma das vítimas e que foi encontrado queimado em um canavial da cidade de Pedras de Fogo (PB) um dia após o crime.

“Dividimos bem cada tarefa, cada exame foi feito em conjunto com o GGPOC de Pernambuco. Eles realizaram os exames de corpo de delito no bebê de nove meses e na mãe dele, uma mulher de 31 anos, que sobreviveram. Ainda fizeram o exame cadavérico da outra mulher e coletaram material genético no matagal onde todos foram encontrados. Aqui na Paraíba, além dos perfis genéticos dos acusados, colhemos amostras do esposo da vítima de homicídio. É importante lembrar que essas provas técnicas dão subsídios para o inquérito e são provas evidentes dos autores dos crimes, material de extrema importância para a condenação da dupla na Justiça. O trabalho da perícia é essencial em casos como esse”, revelou o diretor do IPC PB.

A Gerente Geral de Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, revelou que uma equipe do laboratório de genética forense foi empregada especialmente para receber as amostras e realizar os exames de confronto. “Esperamos que o laudo final da perícia possa ser concluído até o fim desta semana, com intuito de finalizar o caso para ele ser remetido à Justiça”, explicou Sandra.

Entenda o caso – A Polícia Civil da Paraíba prendeu Ivar Pedro da Silva, de 43 anos e Leonardo José de Sousa, de 22 anos. Eles são os suspeitos de assaltar e sequestrar duas mulheres e uma criança de nove meses, no dia 20 de junho, do bairro dos Bancários, na zona Sul de João Pessoa. As vítimas foram levadas para um canavial no município de Goiana (PE).  Em depoimento, a dupla presa contou que abordou as vítimas quando elas estavam conversando dentro de um veículo estacionado na frente da casa de uma delas. Os dois homens, chegaram em uma moto, anunciaram o assalto e um deles assumiu a direção do veículo, enquanto o outro seguiu o carro de moto. Em um determinado ponto, os dois teriam se desentendido e um deles voltou para João Pessoa enquanto o outro seguiu até uma estrada de barro e lá estuprou, amarrou e atropelou as mulheres.

Uma das vítimas, Gloria Silva, não resistiu aos ferimentos e morreu no loca. A outra mulher, junto com o filho de nove meses, foi encontrada na manhã do domingo (21). Ela e o bebê foram encaminhados para um hospital de Pernambuco.

O crime foi desvendado após a investigação realizada pelos policiais Civis da 2ª Delegacia Seccional e da Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa. Trinta policiais coordenados por três delegados participaram dos trabalhos que começaram no dia do desaparecimento das vítimas.

Da Redação com Assessoria

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