Governo do RS defende enfrentamento ao machismo no lançamento do Relatório Lilás (Gov/RS – 24/05/2015)

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Ao representar o governador José Ivo Sartori no lançamento do Relatório Lilás 2014, o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, César Faccioli, defendeu a necessidade de um trabalho incessante em defesa de uma mudança de comportamento para enfrentar o tema da violência contra a mulher. “Assim como ocorre com outras doenças, o primeiro passo para a cura é o reconhecimento da enfermidade. O homem tem que se perceber como parte principal do problema. O nome dessa patologia não está catalogado oficialmente, mas deveria estar. É machismo”, afirmou. O secretário disse, ainda, reconhecer sinais de evolução, porém, há muito a fazer, acrescentando que recebeu o Relatório Lilás como obrigação e como diagnóstico a ser traduzido em ações.

Faccioli representou o governador no ato (Foto: Divulgação SJDh)

Faccioli representou o governador no ato (Foto: Divulgação SJDh)

Também representaram o governo do Estado no lançamento do Relatório Lilás, na sede do Palácio do Ministério Público, a diretora-geral da Secretaria Maria Elizabeth Pereira e a diretora do Departamento de Políticas para as Mulheres, Salma Farias Valêncio.

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, também presente na solenidade, anunciou a instalação de dois centros de atendimento às mulheres que sofrem violência nos municípios de Santana do Livramento e Jaguarão, no Rio Grande do Sul. Até o final de 2016, disse ela, sete centros serão instalados em municípios que são áreas de fronteira do Brasil com a Bolívia, Guiana Inglesa, Paraguai e Uruguai. As unidades atenderão a migrantes vítimas de violência e atuarão no enfrentamento ao tráfico de mulheres.

O Relatório Lilás, elaborado pela Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher e Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, tem 168 páginas e traz como tema principal a discussão sobre as políticas públicas de gênero nos últimos quatro anos no Rio Grande do Sul, seus avanços e desafios. Entre outras coisas, o documento mostra estatísticas do Observatório da violência contra as mulheres da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Considerando a relação das vítimas com os assassinos, verifica-se que quase 70% dos crimes, sete em cada dez feminicídios, foram praticados por homens com relação próxima da vítima, normalmente maridos, companheiros, namorados ou ex. Os dados mostram também que metade das mulheres mortas tinham filhos com os autores dos crimes, que muitas vezes são praticados de forma cruel na frente das crianças.

Texto: Ascom SJDH
Edição: Léa Aragón/CCom

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