Falta de material atrasa resultado de exames de DNA no ES (G1/Espírito Santo – 16/06/2015)

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Desde março, pais aguardam identificação de suspeito de estupro de filha. Segundo a polícia, os exames ficarão prontos em cinco ou seis dias

A falta de material para exames tem comprometido o trabalho de investigação da Polícia Civil, no Espírito Santo. Há três meses, pais aguardam o reconhecimento do suspeito de violentar as filhas, que não foi concluído por conta da ausência de reagente.

Procurado pela reportagem nesta segunda-feira (15), o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Danilo Bahiense, informou que dentro de cinco ou seis dias, os exames estarão prontos.

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Vítimas

A mãe de uma menina vítima de estupro disse que, no momento do crime, a polícia chegou a ser acionada. “Fui correndo pedir ajuda. Fui até a delegacia perto da minha casa, chamei a polícia e ela veio, porque eu tinha conseguido falar com o suspeito por telefone, pedindo uma corrida, porque ele é taxista. A polícia veio e ele se evadiu do local”, contou.

Já um senhor contou que a filha também esteve presente no estupro da amiga e teve relação sexual com o suspeito, alegando ter sido por vontade própria. “Ele prometeu a ela uma porção de coisas, que ia casar com ela. E aí, ela caiu na dele, que está solto até hoje, porque falaram que não podiam prender, já que não houve flagrante”, disse.

O caso aconteceu em março deste ano e, desde então, quase diariamente, os pais vão até a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, em busca de notícias sobre a investigação.

O suspeito chegou a se apresentar, fez a coleta de material para exame de DNA, mas não há produto necessário para fazer o teste, que está em falta no estado.
“Se ele tivesse sido preso naquele dia, hoje, ele estaria solto. Isso porque não tem resultado do DNA”, falou a mãe de uma das vítimas.

Em Conceição da Barra, uma família aguarda a chegada do reagente para enterrar um parente, que morreu há mais de três meses. Mas o corpo, encontrado em estado de decomposição, só pode ser liberado após o exame de DNA.

“Ligo semanalmente para o laboratório e a resposta é sempre a mesma, que está faltando um reagente, que o governo até hoje não providenciou. Ou seja, até junho, um produto que é tão essencial para sanar a dor de muitas famílias, ainda não foi providenciado”, disse o irmão da vítima, Alcidemar Selles

Polícia

Segundo o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Danilo Bahiense, o reagente utilizado no exame de DNA é produzido fora e vendido para laboratórios de São Paulo e Rio Grande do Sul.

“Esse material é solicitado, como foi feito dessa vez, e veio todo o reagente, que foi entregue depois das 18h30. No dia seguinte, quando foi conferir, faltava um reagente. Mas o laboratório estava em falta, aí foi solicitado novamente e houve uma demora na entrega. A nota fiscal foi tirada no dia 2 de junho e nós recebemos na semana passada”, explicou.

Bahiense explicou que o material é indispensável para realizar o teste. “Sem o reagente, não tem jeito de fazer o exame. Mesmo pedindo a tempo, se faltar um insumo, o exame não é concluído”, falou.

* Com colaboração de Tatiane Braga, da TV Gazeta.

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