Foro Regional da Penha participa da Campanha Nacional Justiça pela Paz em Casa (TJSP – 30/11/2015)

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Vinte e cinco mulheres estiveram reunidas com o pessoal do Setor Técnico do Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (30), no Foro Regional da Penha, para receber esclarecimentos sobre o que é violência doméstica e o que fazer para mudar sua situação. A ação, iniciativa da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário de São Paulo (Comesp), faz parte da Campanha Nacional Justiça Pela Paz em Casa, que acontece entre os dias 30/11 e 4/12.

Mulheres recebem orientações sobre como romper ciclo de violência (Foto: TJSP)

Mulheres recebem orientações sobre como romper ciclo de violência (Foto: TJSP)

A juíza Claudia Felix de Lima, que atua na Vara de Violência Doméstica, explicou que às segundas-feiras são realizadas audiências com as vítimas para análise da concessão de medidas protetivas e também de retratação para que os agressores não sejam mais processados. “Aproveitamos a oportunidade da campanha para realizar essa palestra com o objetivo de conscientizar as mulheres a procurar os seus direitos. Estamos cada vez mais atuantes e sensíveis para esse tipo de problema que é vivenciado por tantas mulheres. Por isso, é importante que a vítima procure ajuda no Judiciário e no Ministério Público.”

A psicóloga Flávia Eugenio, que há quatro anos atua na Casa Cidinha Kopcak, explicou que a instituição presta acolhimento e orientação jurídica à população sobre as formas de combate e prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher. “O autor da violência doméstica pode ficar ainda mais irado quando a mulher procura ajuda e, por isso, as medidas protetivas são importantes para proteger as mulheres nesse processo”.

Edna Aparecida da Silva, do Instituto da Mulher Negra de São Paulo – Geledés, falou sobre o PLP 2.0, um aplicativo de combate à violência contra a mulher, que permite à vítima emitir um pedido de ajuda com um leve vibrar do celular ou acionamento de seu botão de pânico. O aplicativo pode ser baixado em celulares com sistema Android ou no site www.plp20.org.br e permite a construção de uma rede pessoal de proteção. É possível cadastrar até três telefones de pessoas de confiança da mulher, que podem atendê-la em situação de risco.

A psicóloga Rita de Cássia, que há dois anos atua na Vara de Violência Doméstica do Foro Regional da Penha, explicou que em caso de agressão física o processo tem seguimento mesmo que a vítima não queira. O ciclo de violência rompe quando a mulher toma uma atitude. “É importante que o homem responda pelo que ele fez, para que a violência não se perpetue”, concluiu.

“Hoje me sinto liberta. Fui casada por mais de 30 anos e faz dois meses que saí de casa e estou morando com minha mãe. A última briga foi a gota d’água, pois fiquei toda machucada, mas agora estou mais forte e vou levar o processo até o final”, afirmou M., uma senhora de 51 anos, que chegou a perder parte da audição em razão das agressões.

“Quase morri, ele me jogou numa mesa de vidro e sofri vários cortes. Faz um mês que mudei de cidade e agora vou reconstruir minha vida”, desabafou Cris, pouco mais de vinte anos.

Sábado– No último sábado (28), o Tribunal de Justiça de São Paulo deu o pontapé inicial ao estender faixa alusiva à iniciativa durante a partida entre São Paulo e Figueirense, no estádio do Morumbi, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. A ação, que tem como finalidade conscientizar os espectadores sobre a campanha, foi viabilizada pelo desembargador do TJSP, José Carlos Ferreira Alves.

Comunicação Social TJSP – SO (texto) / AC e GD (fotos)

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