Governo atende mais de 120 mulheres vítimas de agressão em um mês em Porto Alegre (Correio do Povo/RS – 22/11/2012)

Resultados da Patrulha Maria da Penha foram divulgados nesta quinta-feira

Após 30 dias da implantação da Patrulha Maria da Penha nos quatro Territórios da Paz em Porto Alegre, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) divulgou nesta segunda-feira que foram realizados 127 atendimentos no período, e identificadas 31 mulheres correndo risco de vida. Elas foram visitadas mais de uma vez por dia para evitar que sofressem alguma agressão.

O trabalho, desenvolvido por policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), do 19º BPM, do 20º BPM e do 21º BPM, começou a ser realizado para que as vítimas sentissem mais segurança e para acabar com o sensação de impunidade, segundo a secretária de Políticas para as Mulheres, Márcia Santana, que participou da coletiva de imprensa, realizada na SSP, na Capital. “Com as patrulhas, as mulheres passam a acreditar mais no sistema”, explicou ela, dizendo que o serviço conta com uma rede de atendimento, do qual fazem parte psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais.

Segundo a coordenadora das Delegacias da Mulher no Rio Grande do Sul, delegada Nadine Anflor, o número de medidas protetivas aumentou de 399 para 539 no último mês em Porto Alegre. Do total, 161 casos foram encaminhados às patrulhas. A coordenadora do Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Nádia Gerhard, explicou que todas foram visitadas e dessas, 31 foram classificadas como em situação grave ou gravíssima, sendo que 15 corriam risco de serem mortas. Ela informou que devido ao sucesso do programa, ele será implementado, no próximo dia 29, em Canoas, e futuramente em Lajeado. De todos os casos, dez mulheres voltaram a conviver com os companheiros. Pelo menos, 31 agressores foram identificados e 17 deles são usuários de drogas ou álcool.

Desde 25 de setembro, data da inauguração da Sala Lilás do Departamento Médico-Legal (DML), específica para vítimas de violência doméstica, foram realizados 1.682 atendimentos. Do total, 79 eram casos de estupro, conforme a corregedora-geral do Instituto Geral de Perícias, Andréa Machado.

O secretário da SSP, Airton Michels, destacou que a questão do combate à violência à mulher é uma das prioridades da pasta. “Foi feita a integração das polícias, do IGP e das penitenciárias, porque é importante que a vítima saiba quando o seu agressor é solto”, salientou.

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