Grupo explorava mulheres carentes de Cuiabá/MT e Piranhas/GO (Diário de Cuiabá – 06/10/2015)

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Quatro pessoas foram presas sob suspeita de comandar um esquema de recrutamento de mulheres de baixa renda para trabalhar na prostituição, informou a Polícia Judiciária Civil nesta segunda-feira (05). O alvo seriam mulheres das cidades de Cuiabá e Piranhas, em Goiás.

Denominada de operação Boneca de Pano II, a Polícia Civil deteve por consequência Dério Vieira dos Santos, Fabio Pereira Barros, Marcilene Cavalcante Malagute e Luiz Fernando Pires de Oliveira, vulgo “Paçoca”. Todos vão responder pelo crime de exploração sexual de criança e adolescente via ordens de prisão expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças.

Os aliciadores estariam priorizando mulheres jovens, com problemas financeiros, com promessas de ganho fácil com a atividade sexual em programas cujos preços podiam varia de R$ 150 a R$ 200, com uma taxa de administração para os agenciadores de valores entre R$ 30 e R$ 50 por programa aos aliciadores.

A operação Boneca de Pano II está em curso desde a quinta-feira (1º), quando foi iniciada na cidade de Barra do Garças (509 quilômetros a leste da capital), com o objetivo de combater a exploração sexual de adolescentes.

Desde então já foram cumpridos quatro mandados de prisão (uma preventiva e três temporárias), dois mandados de busca e apreensão domiciliar e 25 mandados de condução coercitiva. As ordens foram cumpridas por policiais da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da cidade de Goiânia.

As investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças começaram em julho de 2014. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito Dério recrutava as mulheres e alugava quitinetes para que elas esperassem até serem acionadas para relações sexuais com clientes previamente encaminhados por Fábio, que ficava agenciando os encontros sexuais nas imediações do estacionamento da arena do Porto do Baé. Era ele quem tratava os preços, recebia e ligava para as mulheres irem ao encontro dos exploradores sexuais.

Uma mulher, Marcilene, também frequentava os bares no Porto do Baé para buscar homens em busca de encontros sexuais mediante pagamento. Marcilene aproveitava a ocasião para também se prostituir, segundo a PJC, ao mesmo tempo em que agenciava outras garotas.

Luiz Fernando auxiliava Marcilene no aliciamento de garotas maiores e menores de idade. Os indícios apontam que os dois buscavam com frequência mulheres de 20 anos e boa aparência. Após o encontro com eles, elas eram levadas a uma fazenda. Luiz Fernando receberia R$ 30 por mulher que convencesse a esse percurso. Coordenada pelos delegados Delson Rodrigues de Moura Lopes e Renato Rezende Martins, as investigações envolvem pelo menos 30 agentes policiais civis.

Acesse no site de origem: Grupo explorava mulheres carentes de Cuiabá/MT e Piranhas/GO (Diário de Cuiabá – 06/10/2015)