Homem que agrediu ex-namorada a pauladas é condenado em MG (G1/Zona da Mata – 22/08/2016)

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Caso foi o primeiro por Lei Maria da Penha a ir à júri popular no estado. Pena de Quéssio Claudomir será de dez anos e oito meses em Juiz de Fora

O homem que agrediu a ex-namorada a pauladas, em fevereiro de 2015, em Juiz de Fora, foi condenado a dez anos e oito meses em regime fechado por tentativa de homicídio duplamente qualificado. O juiz determinou pena de 16 anos, mas houve redução por ele ter confessado. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (22), no Fórum Benjamim Colucci, e foi o primeiro caso enquadrado na Lei Maria da Penha sob júri popular em Minas Gerais.

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Durante depoimento, Quéssio Claudomir da Silva disse que o motivo de ter agredido a ex-namorada seria um caso de traição. Letícia Pereira, a vítima, negou a versão do réu. Os dois tiveram um relacionamento por mais de dois anos e chegaram a morar juntos. Três semanas após o término, a advogada foi surpreendida em um ponto de ônibus quando ia para o trabalho.

Depois de ser espancada, a vítima teve afundamento do crânio, fraturas no braço direito e na mão esquerda. Desde então, passou por cinco cirurgias e ainda sofre sequelas emocionais. Ela faz tratamento psicológico e psiquiátrico.

A Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou o julgamento. A presidente do grupo, Isabela Ribeiro do Vale, disse que o caso é emblemático e pode servir de exemplo. “A redução da criminalidade virá quando reduzirmos a impunidade e agravarmos as penas em situações que são extremamente graves”, afirmou.

Entenda o caso

O crime aconteceu no dia 3 de fevereiro do ano passado, no Bairro Manoel Honório. O autor, que era estudante do 8º período de Direito, agrediu a ex-namorada, uma advogada de 30 anos, a pauladas.

A delegada que investigou o caso, Ângela Fellet, sustentou a versão de que, após o término do relacionamento, Silva não teria aceitado a decisão e a agrediu com um bastão.
A vítima ficou internada por 12 dias, enquanto o suspeito fugiu. No dia 26 de fevereiro, ele foi localizado na cidade de Rio Pomba e preso no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora.

Em setembro de 2015, durante audiência no Tribunal do Júri, o juiz, Paulo Tristão Machado, decidiu que o homem permaneceria em regime fechado até o julgamento final, considerando que ele oferecia risco à vítima e por ter sido reincidente no crime de agressão pela Lei Maria da Penha.

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