‘Homem que é Homem’ chega à Cachoeiro para atender casos de violência contra a mulher (Folha Vitória – 18/03/2017)

Lançado em 2015 e idealizado pela Polícia Civil, o projeto convoca homens agressores que foram denunciados nas Delegacias de Atendimento à Mulher, a participar de um ciclo de palestras

O projeto estadual “Homem que é Homem”, desenvolvido pela Polícia Civil do Espírito Santo, será implantado em cachoeiro. Com isso, o município assume o compromisso de contribuir para a redução do índice de reincidência de violência contra a mulher no Estado.

“O projeto apresentou excelentes resultados na Grande Vitória. Nossa expectativa é que em Cachoeiro a reincidência de agressão contra a mulher seja reduzida e até zerada. “É uma necessidade, e, ao trabalhar o tema com os agressores enquadrados na Lei Maria da Penha, protegemos as mulheres. Esse trabalho começou com a campanha do Laço Branco”, disse a secretária de Desenvolvimento Social, Márcia Cristina Fonseca Bezerra.

Para executar em Cachoeiro o projeto, que terá a duração mínima de um ano, a prefeitura vai elaborar um plano de trabalho, através de uma equipe multidisciplinar, que, para cada grupo de 15 homens, deverá contar com um psicólogo e um assistente social.

O município disponibilizará, ainda, uma equipe técnica para reunir informações das experiências obtidas a partir do desenvolvimento desses grupos e, então, repassá-las ao Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Elaboração de Ações para o Enfrentamento à Violência (NIEV) da Polícia Civil, que analisará esses dados mensalmente.

O convoca homens agressores que foram denunciados nos Distritos Policiais de Atendimento à Mulher a participar de um ciclo de palestras. Relações de gênero, formas pacíficas de lidar com os conflitos, identificação e reflexão a respeito das violências nas relações, aspectos relativos à relação familiar, desconstrução de ideias sexistas e machistas estão entre as temáticas abordadas, que visam à cultura de respeito.

No total, são cinco encontros, que acontecerão uma vez por semana. O primeiro ocorre via intimação judicial, mas, depois, a permanência e frequência aos outros quatro é voluntária.

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