Hospital universitário de Niterói atende mulheres vítimas de violência por 24h (Jornal do Brasil – 18/08/2016)

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Embora o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), em Niterói, já seja, há alguns anos, hospital de referência para o atendimento a mulheres em situação de violência doméstica e sexual – através do programa SOS Mulher -, nos últimos anos caiu o número de mulheres que buscam a instituição para tratamento. A equipe multiprofissional, treinada para lidar com a problemática, imagina que isso possa estar relacionado ao fato de o hospital estar funcionando apenas com serviço de emergência referenciada.

A professora Paula Land Curi, que trabalha neste atendimento, acha importante esclarecer que, para atendimento às mulheres, esse serviço é emergência 24 horas, porque a pessoa precisa procurar atendimento em até 72 horas depois do ocorrido, para poder iniciar o protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde, de quimioprofilaxia para as doenças sexualmente transmissíveis e contracepção da gravidez.

Paula Land, que participa, no dia 24 de agosto, do UFF Debate Brasil, e que faz parte da Rede de Atendimento às mulheres em situação de violência em Niterói, vai discutir como está a situação no município de Niterói e como a UFF se insere nesse contexto, quais são os índices e da importância desse atendimento emergencial.

A professora lembra que, como a porta da frente do hospital fica fechada, as mulheres não têm ideia de que essa emergência fica aberta 24h (as mulheres têm acesso 24h) pela porta lateral do HUAP. As violências, diz Paula Land,  são definidas pelo Ministério da Saúde como agravos de notificação compulsória, do mesmo modo que algumas doenças como, por exemplo, a dengue.

Os problemas relativos à violência doméstica vêm ganhando cada vez mais visibilidade, tendo se tornado uma questão importante para a Saúde Pública. Diminuir esses índices tem sido um grande desafio para o setor de saúde, mas, ao mesmo tempo, a complexidade do fenômeno exige uma abordagem interdisciplinar. Para discutir essa questão, estarão reunidas, além da  psicóloga e professora da UFF, Paula Land Curi, que participa dos programas de extensão SOS Mulher, do HUAP, e UFF Mulher, do Serviço Social, que atendem mulheres em situação de violência doméstica e sexual; Cristine Monteiro Mattar, que lança seu livro sobre violência conjugal;  Ellen Paes, jornalista da área de saúde e a MC Carol,  funkeira niteroiense que vem fazendo shows na batida do trap,  um subgênero do rap?, e cujas letras traduzem a própria experiência em barbaridades vivenciadas na comunidade de origem.

No aniversário da lei, UFF Debate traz ‘Voz e vez da Mulher’

No mês em que a Lei Maria da Penha completa 10 anos, o UFF Debate Brasil do dia 24 de agosto traz o tema ‘ Voz e vez da Mulher’. A lei Maria da Penha, que é como ficou conhecida a lei 11.340/06, ganhou este nome em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, que lutou por 20 anos para ver seu agressor preso. Esta lei tornou-se, desde agosto de 2006, o mecanismo legal brasileiro que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

O UFF Debate Brasil acontece no dia 24 de agosto, às 18h, no Teatro da UFF, com entrada franca. Após o debate, a MC Carol apresenta seu espetáculo às 20h, também no Teatro da UFF.

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