Instituto apresenta “Botão do Pânico” no Piauí (Gov/PI – 11/06/2015)

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Representantes do Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP), do Espírito Santo, vieram ao Piauí apresentar o projeto “Botão do Pânico”, um dispositivo criado naquele estado e utilizado na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica.

A apresentação aconteceu no auditório da ATI (Agência de Tecnologia da Informação), nesta quinta-feira (11), com a presença de representantes das secretarias estaduais de Justiça e de Segurança; dos Conselhos Estadual e Municipal de Políticas para as Mulheres; da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí; do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar – Nupevid; do juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher; e de movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos das mulheres.

O evento foi realizado pela Coordenação Estadual de Políticas Públicas para Mulheres.

A administradora do INTP, Rosângela Nielsen, fez a apresentação do dispositivo e, em números, comprovou a eficácia do método no Espírito Santo, que deixou de ser o Estado com maior número de casos de violência contra a mulher no país.

“Após o acionamento do botão, as informações são repassadas para a Central. O comunicado é feito direto aos policiais de plantão, através de smartphones presentes nas viaturas que não precisa acionar a polícia através do 190. Assim o atendimento é mais rápido. 87% das mulheres que usam o botão dizem se sentir mais seguras. Nenhuma delas voltou a ser agredida”, diz Rosângela Nielsen.

Na oportunidade, o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Justiça, Carlos Edilson Sousa, e a coordenadora da Unidade de Monitoramento Eletrônico, Paula Barbosa, apresentaram os Dispositivos de Segurança Preventiva (DSPs), que a Secretaria já dispõe e que são voltados à proteção de mulheres.

“A Secretaria já recebeu esses dispositivos. Comunicamos à Justiça e à medida que houver necessidade solicitamos mais equipamentos. Nesse caso, o DSP fica com a vítima e o agressor usa a tornozeleira. Ao se aproximar da vítima, é emitido um sinal e a informação é levada para a Unidade Monitoramento, que aciona a polícia”, explica Carlos Edilson Sousa.

Essa é a primeira vez que o Piauí utilizará o equipamento. Para a coordenadora do NUPEVID, promotora Maria do Amparo de Sousa, todo mecanismo voltado à proteção das mulheres vítimas da violência doméstica é bem-vindo. “Ficamos felizes em conhecer projetos que vêm dando certo. Nosso desejo é que não precisássemos usar esses equipamentos para garantir a proteção das mulheres, mas, infelizmente, isso não é possível”, diz a promotora.

Participaram também da reunião o juiz José Olindo, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher; a subsecretária estadual de Segurança, Eugênia Villa; a coordenadora Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, Haldaci Regina; e a advogada Noélia Sampaio, da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PI.

Juliana Nogueira

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