Integrantes da CPI da Mulher desembarcam em Imperatriz (ALMA – 23/05/2013)

Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa chega a Imperatriz (Foto: ALMA)

Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa chega a Imperatriz (Foto: ALMA)

Cinco deputadas que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa, que investiga crimes de violência contra a mulher no Estado do Maranhão, desembarcaram nesta quarta-feira (22) em Imperatriz.

Na programação da “CPI da Mulher” estão previstas visitas à Delegacia da Mulher, ao IML, à casa abrigo. Pela tarde acontece um encontro na Câmara de Vereadores como a participação popular e de representantes de movimentos da mulher e da sociedade civil organizada.

Ainda ontem, as deputadas se reuniram com o prefeito Sebastião Madeira (PSDB) e com os órgãos municipais representados pela Secretaria Municipal da Mulher e do Centro de Referencia de Atendimento a Mulher. A reunião aconteceu na sede da Secretaria, no centro de Imperatriz.

Mesmo com orçamento de pouco pais de R$ 800 mil por ano, a secretária municipal da Mulher, Conceição Formiga, disse que a rede municipal desenvolve um trabalho de qualidade, que conta com a o apoio da prefeitura e com a dedicação de seus funcionários. Mas reconheceu que ainda falta muito para que o trabalho tenha o alcance que precisa.

A presidente da CPI, deputada Francisca Primo (PT), elogiou o trabalho realizado pelos órgãos municipais de defesa e atendimento à mulher. Ela destacou a presença do prefeito Sebastião Madeira na reunião o que, segundo a deputada, demonstra a preocupação e o compromisso do chefe do executivo municipal com o tema.

A deputada disse ainda que ficou evidente a deficiência do poder público estadual no combate a violência contra a mulher. “Amanhã a comissão vai visitar as delegacias para ver de perto essa deficiência do Estado, porque nós já temos conhecimento disso através de denúncias que chegaram ao conhecimento da CPI”. Francisca Primo também chamou atenção para a necessidade de se investir mais em divulgação para que a população conheça mais o trabalho da Secretaria.

“Por mais que se faça, sempre vai ser pouco. Imperatriz é uma cidade grande e como toda cidade desse porte tem vários problemas. E a violência contra a mulher é muito presente”, disse a deputada Gardênia Castelo, vice-presidente da CPI.

Para ela, é preciso que as redes municipal e estadual precisam fazer sua parte no atendimento a essas mulheres que tanto precisam do poder público. A deputada ressaltou que o Estado ainda precisa melhorar muito sua participação no combate à violência contra a mulher.

Para a deputada Eliziane Gama (PPS), autora da proposta de criação da CPI, a reunião mostrou um retrato da região e da cidade. Ela também elogiou o trabalho realizado pela rede municipal, mas ao mesmo tempo sentiu as deficiências.

“O sistema é muito organizado, mas sabemos que ainda está aquém daquilo efetivamente deveria ser. Ter uma política diferenciada, também é o papel da CPI. É preciso resolver, por exemplo, a questão orçamentária, que ainda é muito pouco para um município como Imperatriz . É preciso uma previsão orçamentária voltada para o aumento da divulgação das campanhas educativas em rádio, TV e internet, o que estimularia o aumento de denúncias,” disse a deputada Eliziane Gama.

A deputada Valéria Macedo (PDT) sugeriu que outras categorias contribuíssem na divulgação das campanhas educativas com a participação efetiva de enfermeiros, que poderiam contribuir muito com as notificações compulsórias em hospitais da cidade.

Já a deputada Cleide Coutinho (PSB) perguntou de que forma a CPI da Mulher poderia contribuir com a Secretaria da Mulher de Imperatriz no combate a violência contra a mulher no município e na região. A secretária Conceição Formiga disse que a amanhã será entregue aos membros da CPI um documento com alguns encaminhamentos, entre eles que a delegacia da mulher atenda exclusivamente casos voltados para a mulher. Hoje a delegacia da mulher também atende casos envolvendo crianças e adolescentes do sexo feminino, o que atrapalha ainda mais o atendimento.

Marcelo Vieira / Agência Assembleia

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