Jogadora de vôlei agredida por taxista pede ampliação da Lei Maria da Penha (O Globo – 03/11/2016)

Luciana Severo passou por duas cirurgias no nariz após agressão

Agredida por um taxista no último dia 22, em Ipanema, a jogadora de vôlei Luciana Severo, atleta do Fluminense, passou por duas cirurgias no nariz na segunda-feira. Nas redes sociais, a atleta pediu a ampliação da Leia Maria da Penha, criada em 2006 e que, desde então, aumentou a punição para a violência doméstica. Normalmente, é aplicada a homens que agridem mulheres.

– Vamos juntos proteger as mulheres e ampliar a Maria da Penha! – escreveu Severo, que foi agredida pelo taxista William Lopes Barbosa, que chegou a ser preso, mas liberado em seguida.

No dia da agressão, tudo começou em um sinal de trânsito.
– Quando ficou verde, enquanto eu engrenava a marcha e descia o freio de mão, ele, aos berros, me insultava, buzinava. Entrei na Prudente de Moraes para ele poder passar e ele começou a me seguir —- contou.

No sinal seguinte, o taxista desceu do veículo e parou ao lado do seu carro.

— Abri a porta e desci para ele ver que eu era uma mulher. Quando saí do carro, ele me peitou e me deu um soco no nariz. O salto do meu sapato quebrou e eu cai, fiquei completamente indefesa. Ele continuou me agredindo, dando soco, ponta pés, chutando — disse ela.

De acordo com ela, Williams só parou com a agressão porque foi interrompido por duas testemunhas. Luciana integra a equipe de vôlei do Fluminense e disse que está impossibilitada de disputar a partida de amanhã pelo time.

— Tenho uma final e não vou poder jogar. Estou com o nariz e o dedo quebrados, com escoreações no cotovelo, galos na cabeça, dores abdominais e no corpo e o joelho inchado — explicou.

INSPIRAÇÃO PARA A LEI

A Lei Maria da Penha leva o nome de uma mulher que, durante 23 anos de casamento, foi vítima de agressão doméstica. Em 1983, Maria da Penha Maia Fernandes, por duas vezes, sofreu tentativa de homicídio por parte do próprio marido. Na primeira vez, acabou paraplégica, ao ser baleada. Na segunda, foi vítima eletrocussão e afogamento. Denunciado o marido de Penha cumpriu pena de somente dois anos de prisão em regime fechado, para revolta da vítima.

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