Jornal da Carolina do Sul ganha Pulitzer por serviço público sobre violência contra a mulher

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(Brasil Post – 21/04/2015) O jornal The Post and Courier, de Charleston, na Carolina do Sul (EUA), venceu o prestigioso Prêmio Pulitzer na categoria serviço público pela série de reportagens sobre violência doméstica contra mulheres, intitulada “Till Death Do Us Part” (Até Que a Morte Nos Separe).

A série de reportagens traça um panorama das mortes de cerca de 300 mulheres na última década, provocadas pela violência doméstica, e a resposta do sistema judiciário local, que prevê condenações de somente 30 dias de prisão em alguns casos de agressão de mulheres, enquanto a crueldade contra cães pode acarretar em até 5 anos. Segundo a revista Veja, os juízes do prêmio se referiram ao trabalho como “uma fascinante série que provou porque a Carolina do Sul está entre os Estados mais mortais da União para as mulheres”. Você pode ler e assistir as reportagens clicando aqui.

Desde que a série foi publicada, os legisladores da Carolina do Sul têm proposto penalidades mais duras para crimes de violência doméstica. O governador Nikki Haley criou uma força-tarefa para investigar o problema. “Ficamos tão apaixonados por este projeto, e nos sentimos tão apaixonados pela diferença que ele pode trazer para a Carolina do Sul”, disse P.J. Browning, editor do jornal.

O jornal ‘The New York Times’ venceu nas categorias reportagem internacional e fotográfica pela cobertura da epidemia de Ebola na África Ocidental, e o St. Louis Post-Dispatch recebeu o Pulitzer de fotografia pelos confrontos de Ferguson, em Missouri.

Os prêmios Pulitzer, concedidos anualmente pela Universidade de Columbia, foram anunciados nesta segunda-feira. As premiações destacam o trabalho na área jornalística, literatura, drama, entre outras categorias nos Estados Unidos.

Outros homenageados incluem a equipe do jornal The Seattle Times pela cobertura de um desabamento fatal, o jornal ‘The Wall Street Journal’ por “Medicare Unmasked” (Medicare Desmascarado), e a repórter do ‘Washington Post’ Carol Leonnig pela cobertura de falhas de segurança no Serviço Secreto.

O prêmio na categoria ficção ficou com “All the Light We Cannot See” (Toda Luz Que Não Podemos Ver), de Anthony Doerr, publicado no Scribner.

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