Juíza diz que há mais de 2.800 processos de violência contra a mulher em Campina Grande (Paraíba Online – 08/08/2017)

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A juíza Renata Barros, responsável pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça da Paraíba, comentou sobre os 11 anos da Lei Maria da Penha, comemorado nessa segunda-feira, 07.

Em entrevista à Rádio Correio FM, nesta terça-feira, 08, Renata afirmou que a violência contra a mulher sempre existiu, mas que a diferença agora é que os casos são divulgados e não acobertados como antigamente.

– Com o advento da Lei Maria da Penha a problemática da violência se tornou pública e com isso as mulheres começaram a denunciar e a procurar a Polícia. As mulheres agora se sentem mais encorajadas e tem um amparo legal, para buscarem essa proteção – comentou.

A magistrada frisou que é preciso distinguir o feminicídio, que é a morte em decorrência da violência doméstica, de homicídios relacionados a outros fatores, como o tráfico de drogas.

Foto: Ascom/TJPB

juíza Renata Barros (Foto: Ascom/TJPB)

– Aqui na região de em Campina Grande passamos alguns anos sem termos casos de feminicídio. Recentemente, houve casos de morte de mulheres, mas nem todos relacionados à violência doméstica. Existe muito envolvimento das mulheres com o tráfico de drogas e aí vêm todas as consequências nefastas – explicou.

Em relação a Campina Grande, a juíza afirmou que há cerca de 2.800 processos de violência doméstica, alguns casos sendo reincidentes.

– A violência doméstica tem várias nuances, como: a violência psicológica, moral, patrimonial, sexual, e todas elas são hábeis a se configurar na conduta criminosa. Por exemplo, muitos casos de violência psicológica vêm de uniões mais duradouras, em casamento de 20, 30 anos, onde o homem passa a humilhar e detratar a companheira, que vai a abalando psicologicamente, de forma que ela se torne diminuta. A agressão física, geralmente, é ocasionada num rompante de raiva, muitas fezes em relacionamentos efêmeros. Nos casos de agressão física, é mais fácil a mulher denunciar – explanou.

Renata Barros ainda destacou o uso do “celular do pânico” por algumas vítimas de violência em João Pessoa e em Campina Grande.

Segundo ela, dependendo da gravidade da ocorrência, a Polícia Civil disponibiliza um celular à vítima de violência doméstica para que ela esteja sempre em contato com as autoridades policiais, caso esteja em situação de risco.

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