Júri condena irmãos acusados de matar jovem na Capital (TJRS – 25/09/2015)

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A dupla acusada de matar (homicídio triplamente qualificado), estuprar e ocultar o cadáver de Franciele Ferreira Crapanzani, em agosto de 2009, na Capital, foi condenada, em julgamento realizado ontem (24/9) pelo Tribunal do Júri da Capital. A Juíza de Direito Tânia da Rosa, da 1ª Vara do Júri do Foro Central, presidiu a sessão, ocorrida no Foro Central, e fixou a pena de 32 anos de reclusão para José Edil da Silva Bilhalva, o “Deco”, e para Cléber da Silva Bilhalva, conhecido como “Baby”.

Pena aplicada a cada um dos réus foi de 32 anos de reclusão (Foto: Eduardo Nichele)

Pena aplicada a cada um dos réus foi de 32 anos de reclusão (Foto: Eduardo Nichele)

Atuou na acusação o Promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim.

Caso

Na manhã de 8 de agosto de 2009, Franciele foi raptada a mando de Leandro Noal da Rosa (conhecido como “Carioca”), já falecido, quando ia para a autoescola localizada na avenida Cavalhada, próximo à casa dela. De acordo com a acusação, “Carioca” queria se vingar da vítima, que era casada, porque ela “se fazia de difícil”. Ainda conforme o Ministério Público, ele foi morto por traficantes, uma vez que o crime chamou a atenção dos policiais para a região, o que atrapalhava o tráfico de drogas.

Mantida em cativeiro em uma das casas de “Carioca”, Franciele foi torturada e estuprada por ele, “Deco”, “Baby” e um adolescente. Como conhecia os seus agressores, a vítima foi assassinada com um tiro na nuca e seu corpo jogado em um matagal na Rua Giobatta Giuseppe Petracco, no bairro Nonoai. O cadáver foi encontrado na manhã do dia 11 de agosto de 2009.

A Justiça aceitou a denúncia contra os acusados em 8 de abril de 2011, oportunidade em que foi decretada a prisão preventiva deles.

Marilene Martins Freitas, mulher de “Carioca”, também foi denunciada pelo MP mas foi impronunciada por falta de provas.

Interrogatório dos réus

Os dois acusados foram interrogados logo no início da sessão de julgamento e negaram envolvimento no crime. José Bilhalva, o “Deco”, de 45 anos, alegou que é pedreiro e foi contratado por “Carioca” para construir um muro na casa dele. Afirmou ter trabalhado lá por volta de uma semana e que, por isso, foi associado aos fatos. Informou também que não conhecia a vítima.

E que foi para a praia com “Carioca”, na terça-feira seguinte ao crime, para fazer um reparo na cerca da casa do conhecido. Lá, “Carioca” foi preso pela Polícia. Admitiu que os dois fumavam crack juntos. E disse que foi agredido por amigos de Franciele para que confessasse o crime.

Já Cléber, o “Baby”, afirmou que conhecia Franciele do colégio e que, nos dias em que o crime ocorreu, estava na casa da mãe dele, com ela e a avó, se recuperando, pois fazia três dias que havia deixado a clínica de reabilitação por ser usuário de drogas.

Texto: Janine Souza

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