Justiça condena pai a 18 anos de prisão por estupros contra a filha (Jornal de Jundiaí – 24/08/2016)

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Um pedreiro de 42 anos foi condenado pela Justiça a 18 anos de prisão, em processo da 2ª Vara Criminal de Jundiaí no qual foi acusado de abusar sexualmente da própria filha, então com 10 anos. J.M.P., morador no Jardim Tamoio e que não terá o nome revelado nesta reportagem para não identificar a parente, foi preso pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que investigou o caso e apresentou o inquérito policial à Justiça.

De acordo com a investigadora-chefe Lilian Picchi, o caso passou a ser apurado pela unidade especializada da Polícia Civil a partir do registro de um boletim de ocorrência de estupro de vulnerável em fevereiro de 2014. Nele, a criança, hoje com 15 anos, deu detalhes dos abusos e da agressão que sofreu, com tapas e socos, ao se negar, certa vez, a deitar-se com seu pai para manter relação sexual.

Investigações – De acordo com a DDM, a mãe da jovem procurou a unidade e contou que havia sido contatada pelo Conselho Tutelar de Jundiaí, uma vez que uma denúncia anônima havia sido feita ao órgão dando conta de que a declarante estaria colocando pessoas estranhas em sua casa e recebendo dinheiro de supostos abusos sexuais das filhas por tais pessoas.

Ela negou que isso tivesse ocorrido, assim como desconhecia o que a filha iria comentar com os conselheiros tutelares. Na ocasião, a menina garantiu que os abusos estavam sendo cometidos por seu próprio pai, marido da declarante, há alguns anos, sempre na casa da família. A afirmação foi mantida na DDM durante depoimento às delegadas Ligia Capeletti Basile Bonito e Maria Beatriz Curio de Carvalho, além de três escrivãs (Silvana, Eneide e Marta) e investigadores do setor de inteligência da unidade (Lilian, Fátima, Marcos e Andréa).

Segundo contou a jovem, os abusos nunca foram revelados à mãe, porque seu pai garantiu que a mataria, assim como acabaria com a vida de todos que viessem a saber da história. Sobre os abusos, afirmou que ocorriam quando sua mãe saía para pedir ajuda em casas vizinhas, e que era obrigada a se despir na cama com o pai, sempre sob ameaças. Os estupros, continuou a jovem, duraram alguns anos e só pararam, momentaneamente, devido a seu irmão mais novo, na época com sete anos, ter ouvido o pai pedindo para que ela se deitasse na cama para que tivessem relação sexual, fato percebido pelo adulto.

Os estupros voltaram em razão de o pai perceber que seu filho não havia contado nada daquilo e duraram até agosto de 2013, ainda segundo a declarante. Ela também deu detalhes das agressões sofridas da vez em que se negou a fazer o que o pai exigia.

Geraldo Dias Netto

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