Justiça condena réu a 34 anos de reclusão por morte de adolescente (TJPB – 18/08/2015)

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O júri aconteceu na Câmara Municipal da cidade de Queimadas

O Conselho de Sentença condenou o réu Leônio Barbosa de Arruda à pena de 34 anos e quatro meses de reclusão, além de 60 dias de multa, a ser cumprida em regime fechado, pelo assassinato da adolescente Ana Alice Macedo Valetin. O julgamento, presidido pelo juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, da 1ª Vara Mista da comarca de Queimadas, teve início às 9h e encerrou no final da tarde desta terça-feira (18), na Câmara Municipal de Queimadas.

Lêonio Barbosa foi acusado, pelo Ministério Público estadual, de estuprar, matar e ocultar o corpo da vítima. O crime ocorreu em 2012, na zona rural do município de Caturité-PB, quando Ana Alice tinha 16 anos de idade.

Durante o julgamento, o réu estava tranquilo o tempo todo, e no interrogatório preferiu permanecer em silêncio. Ele já se encontra preso, desde 2012, no Presídio de Jacarapé “Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes”, em João Pessoa.

A acusação, representada pelo promotor de Justiça Márcio Teixeira de Albuquerque e os assistentes, pediram a condenação do réu pelos crimes citados na denúncia. Já a defesa do acusado, representada pelo advogado Márcio Maciel Bandeira, solicitou a absolvição alegando a negativa da autoria.

Sobre o caso – Conforme os autos, no dia 19 de setembro de 2012, a vítima, que voltava da escola, foi forçada a entrar no carro do acusado. Leônio Barbosa, de posse de uma arma de fogo, teria violentado a jovem, levando-a em seguida a um terceiro local, onde a assassinou. Seu corpo foi enterrado na fazenda em que o acusado trabalhava, no município de Caturité, só sendo encontrado 48 dias após o crime.

Graças à denúncia de outra vítima, que sobreviveu à tentativa de estupro, e ao empenho do ‘Comitê de Solidariedade Ana Alice’, grupo criado em apoio aos familiares da adolescente, o acusado foi preso. Ana Alice foi uma das três vítimas do mesmo homem.

Mesmo sob custódia da Justiça, no Presídio do Serrotão, na cidade de Campina Grande, o réu conseguiu fugir em abril de 2014, deixando as famílias de suas vítimas e a comunidade local em pânico, só sendo recapturado 10 dias após a fuga.

Marcus Vinícius

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