Justiça deve realizar 1ª audiência de pastor acusado de matar mãe e filha (G1/Mato Grosso – 10/04/2016)

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Simone Feitosa, 37, e a filha dela, Aline Feitosa, 16, eram de Poconé (MT). Corpos das vítimas foram encontrados em terreno baldio em Várzea Grande

Depois de ter sido remarcada duas vezes, a primeira audiência de instrução e julgamento do pastor evangélico Valto dos Reis Mandinga, de 43 anos, acusado de ter matado a ex-namorada e a filha dela, em outubro de 2015, deve ser realizada nesta segunda-feira (11), às 14h, na Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O réu nega ter cometido os crimes.

Mensagem com foto está sendo divulgada pela família de mãe e filha desaparecidas (Foto: Reprodução)

Mensagem com foto está sendo divulgada pela família de mãe e filha desaparecidas. (Foto: Reprodução)

A audiência havia sido inicialmente marcada para o dia 29 de fevereiro, depois foi adiada para 8 de março e, por fim, remarcada para o dia 11 de abril. Deverão ser ouvidas na ocasião as testemunhas de acusação e de defesa.

As vítimas, Simone da Luz Feitosa, de 37 anos, e Aline Feitosa Souza, de 16 anos, tiveram os corpos encontrados carbonizados numa área no Residencial Paiaguás, em Várzea Grande, no dia 29 de setembro de 2015. Elas moravam em Poconé, a 104 km da capital.

O acusado dos crimes responde por duplo homicídio qualificado (meio cruel e sem chance de defesa das vítimas) e feminicídio.

O pastor teve um relacionamento de cerca de dois meses com Simone em 2014 e continuou mantendo contato com ela mesmo após o término. Ele está preso no Centro de Ressocialização de Várzea Grande desde o dia 2 de outubro do ano passado, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

O carro de Mandinga foi reconhecido por uma testemunha que trabalhava como vigia perto do local onde o pastor teria deixado os corpos das vítimas. Esse vigilante contou à polícia que, depois que o veículo passou, escutou um estrondo, acompanhado de um clarão, e viu as chamas. Depois, viu o carro ao lado do fogo, e um homem entrando no veículo e saindo em alta velocidade.

Investigações

Durante as investigações, a polícia soube por meio de familiares de Simone que ela namorou o pastor em 2014. Depois, chegou a informação de que Simone, que ia para Cuiabá diariamente de van, tinha pedido para o motorista parar, em duas ocasiões, na casa de uma pessoa no bairro Jardim Imperial, em Várzea Grande.

Na primeira vez, em setembro de 2015, Simone buscou produtos de beleza que seriam presentes. Na segunda vez, ocorrida três dias antes do crime, ela disse que iria à residência para buscar R$ 1,5 mil. Voltou para a van com R$ 500.

A polícia foi até essa casa e, ao chegar, descobriu que o morador era Mandinga. E constatou que o carro dele, que estava estacionado na frente, tinha as mesmas características do veículo que tinha sido visto no local em que os corpos das vítimas foram encontrados.

A polícia pediu a prisão do pastor e o intimou para comparecer na Delegacia de Homicídios porque Mandinga tinha testemunhado outro homicídio um mês antes. Quando ele chegou à unidade policial, acompanhado de uma advogada, foi preso pelo duplo homicídio.

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