Justiça nega habeas corpus de acusado de matar Eliza Samudio (Hoje em Dia – 04/08/2015)

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Além de negar o pedido de prisão preventiva do ex-policial José Lauriano de Assis Filho, o “Zezé”, a Justiça mineira indeferiu também o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do acusado. Com isso, “Zezé”, que conforme o Ministério Público participou da trama que resultou na morte de Eliza Samudio, continua foragido.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o desembargador relator Doorgal Andrada, da 4ª Câmara Criminal, negou liminarmente o habeas corpus. No próximo dia 12, os desembargadores Côrrea Camargo e Amauri Pinto Ferreira irão analisar o pedido de liberdade do ex-policial. O processo, contudo, corre em segredo de Justiça.

Depois de ter a prisão decretada, no dia 10 de julho, a defesa de “Zezé” tentou pedir a revogação da prisão, mas o pedido foi indeferido pelo juiz Elexander Camargos Diniz, da Vara do Tribunal do Júri de Contagem. Na decisão, o magistrado ressaltou que “a prisão preventiva é mesmo necessária para que não se tenha uma instrução criminal viciada, influenciada pelo temor manifestado por outros envolvidos na prática dos crimes objeto da denúncia”.

Conforme o juiz, “não se deve, nesta fase processual, antecipar discussão de mérito, mas a verdade é que os elementos informativos colocam o acusado José Lauriano de Assis Filho em toda trama criminosa, não só por meio de ligações telefônicas. Sua presença na cena do crime foi apontada por outros acusados e pelo então menor Jorge Luiz Lisboa Rosa, que demonstrou ter medo de ‘Zezé'”.

O Ministério Público denunciou Zezé por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menor e ameaça grave na trama que resultou na morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. O assassinato aconteceu em 2010, sete suspeitos já foram julgados e seis condenados.

Denúncia

O nome de Zezé foi citado desde o início das investigações sobre o caso. Na época, o delegado responsável pelo inquérito informou não havia provas suficientes suficientes para indiciar o ex-policial civil.

Consta no processo que ele foi a pessoa que apresentou Luiz Henrique Ferreira Romão, o “Macarrão”, a Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”. Macarrão era o braço-direito de Bruno e Bola foi condenado por executar o crime.

No depoimento prestado à polícia na fase do inquérito, o ex-policial civil, à época empresário de um grupo de pagode, disse que conhecia “Macarrão” pelo fato de ele agenciar o grupo para festas realizadas pelo goleiro Bruno. “Zezé”, que conhecia “Bola” do meio policial, colocou o colega de profissão em contato com “Macarrão”, após um pedido de Marcos Aparecido para ajudá-lo a conseguir um teste de futebol para o filho dele.

O nome de Zezé também foi citado pelo ex-goleiro durante o julgamento. Bruno confessou que conheceu José Lauriano no final de 2009, por meio de “Macarrão” e que ele teria frequentado seu sítio por várias vezes.

Entenda o caso

O goleiro Bruno Fernandes foi condenado no dia 8 de março de 2013 a 22 anos e três meses pelo homicídio e ocultação de cadáver de sua ex-amante Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado de seu filho, o “Bruninho”. Os crimes aconteceram em junho de 2010 e o atleta foi apontado como o mandante.

Além dele, outros réus envolvidos no crime foram julgados. O ex-braço direito de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o “Macarrão”, foi condenado a 15 anos prisão por homicídio, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. Já da acusação de ocultação de cadáver o réu foi absolvido.

Já a ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Souza foi condenada a cinco anos de prisão em regime aberto pelo crime de sequestro e cárcere privado de Eliza, enquanto a ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, foi absolvida das acusações de sequestro de “Bruninho”.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, foi condenado por homicídio e ocultação de cadáver. Além dele, também foram julgados o caseiro Elenilson Vitor da Silva e o motorista do atleta na época, Wemerson Marques de Souza, o “Coxinha”.

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