Justiça pela paz: profissionais da comunicação conversam sobre violência contra a mulher (TJSE – 06/08/2015)

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“Violência doméstica contra a mulher nos meios de comunicação” foi o tema de uma roda de conversa realizada entre profissionais da comunicação e do Tribunal de Justiça de Sergipe, na tarde de hoje, 05/08, no Centro Cultural de Aracaju, na Praça General Valadão. O evento faz parte da programação da Semana da Justiça pela paz em casa, promovida pelo TJSE, através da Coordenadoria da Mulher, que teve sua primeira edição em março e tem como objetivo combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

A Juíza Coordenadora da Mulher do TJSE, Adelaide Moura, e o diretor de Comunicação do Tribunal, Euler Ferreira, foram os mediadores da roda de conversa. Os convidados foram o jornalista Cláudio Nunes, a radialista Magna Santana, os professores Jonatas Menezes e Renata Malta, da UFS, e Valéria Bonini, da Unit. Também prestigiaram o evento profissionais da área de comunicação social e estudantes, além da Presidente do Conselho Estadual da Mulher, Edvaneide Paes.

Antes do debate foram apresentados dois documentários: ‘Que bom te ver viva’ e ‘Silêncio das inocentes’. A Juíza Adelaide Moura destacou que o objetivo da roda de conversa com a imprensa foi somar esforços para o combate à violência contra a mulher. “O jornalista é um formador de opinião em sua essência. Então, ele deve ter o conhecimento sobre o tema para que esse canal tão poderoso que é a mídia possa disseminar uma cultura de paz”, opinou a magistrada.

O jornalista Cláudio Nunes elogiou a iniciativa da Coordenadoria da Mulher. “Esse tema ainda é um tabu. Pouca gente o discute profundamente”, alertou, lembrando que a violência contra a mulher é explorada por programas sensacionalistas. A radialista Magna Santana também classificou o debate como oportuno. “É um assunto muito delicado, que às vezes não sabemos como lidar. Esse debate é uma oportunidade de refletirmos sobre essa violência e mostrarmos que podemos contribuir com a reflexão, educação e, principalmente, prevenção”, analisou Magna.

Para a professora Renata Malta, do Departamento de Comunicação Social da UFS, a violência contra a mulher acontece em vários níveis. “Com frequência, a mulher é apresentada como objeto na publicidade, uma área que estudo há muito tempo. Acho que deveria haver não só uma discussão, mas uma regulação em torno disso”, sugeriu. O professor Jonatas Menezes, do Núcleo de Pós-Graduação em Antropologia da UFS, enfatizou que a violência contra a mulher, doméstica ou não, é um padrão que precisa ser desconstruído socialmente.

“Os meios de comunicação têm um papel fundamental na medida que proporcionam um debate acerca da violência contra a mulher”, completou o professor. Já Valéria Bonini, do Departamento de Comunicação Social da Unit, informou que a universidade oferece disciplinas de extensão que tratam de diversas questões sociais. “Essas disciplinas visam educar a comunidade, apresentando a ela diferentes tipos de problematização. A temática da violência é trabalhada como um todo e, inevitavelmente, a violência contra a mulher”.

O evento foi encerrado com uma visita à exposição de artes visuais ‘Da gênese à liberdade’. Assinadas pelo artista visual Antônio da Cruz, as 13 telas e duas instalações retratam a violência contra a mulher ao longo dos tempos. A exposição foi lançada em abril pelo Memorial do Judiciário e já passou pelo Tribunal de Contas. No Centro Cultural de Aracaju, ela fica até o final deste mês, aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.

Programação

Nessa quinta-feira, a programação da ‘Semana da Justiça pela paz em casa’ prossegue com oficina para oficiais de justiça do interior, no auditório da Ejuse, a partir das 8 horas. Na sexta, acontecerá o ‘Seminário Violência Doméstica contra a Mulher: construindo novos olhares’, no auditório do Palácio da Justiça, na Praça Fausto Cardoso, a partir das 8 horas.

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