Justiça promove encontros para prevenir a violência doméstica (G1 – 03/08/2015)

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Técnicos vão a bairros com alta incidência de agressão contra mulheres. Ponta Grossa, no PR, registrou 3,2 mil casos de violência desde 2014.

O Juizado de Violência contra a Mulher em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, está levando técnicos para orientar as mulheres atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) a prevenir a violência doméstica.

As atividades fazem parte da Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa. O primeiro encontro foi nesta segunda-feira (3) no Cras do Jardim Paraíso, no bairro de Uvaranas. Na terça (4), a discussão será no Cras do Jardim Sabará e, na quinta-feira (6), no Cras do Núcleo Cará-Cará.

Nos encontros, profissionais do Judiciário falam sobre como identificar um agressor, como procurar ajuda e até mesmo a denunciar casos de agressões. Os Cras escolhidos estão em regiões que concentram os maiores índices de processos da Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 e deixou mais rígida a punição para casos de violência doméstica. Segundo o Juizado, as vilas pertencentes aos bairros Uvaranas, Contorno e Oficinas são as mais violentas.

Conforme a Delegacia de Defesa da Mulher, do início de janeiro de 2014 até o fim de julho foram registrados 3,2 mil casos de violência doméstica no município.

Uma das mulheres agredidas, que preferiu não ser identificada, diz que foi agredida várias vezes pelo companheiro. “Ele chegou até a quebrar meu braço. Agora, ele não usa mais arma porque eu escondo tudo”, afirma. Ainda segundo ela, o medo é constante. “Eu fico com um olho aberto e outro fechado porque eu tenho medo”, diz.

Perfil das vítimas
Segundo um balanço do Juizado, feito a partir dos processos enquadrados na lei Maria da Penha, em 84% dos casos, o marido é o agressor. Já em 60% das situações, a violência é psicológica.

O mapeamento mostra ainda que 32% das mulheres agredidas têm entre 36 e 50 anos, 58% são solteiras ou moram com o companheiro e 38% têm somente um filho.

“A vítima tem que querer quebrar esse círculo vicioso, então, ela pode procurar os meios legais, ser encaminhada para um abrigo; se envolver crianças, ela pode contar com o Conselho Tutelar”, afirma a titular da Delegacia da Mulher, Claudia Kruger.

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