Laboratório de Avaliação Psicológica apoiará estudo sobre mulheres vítimas de violência doméstica (Univ. Metodista SP – 23/04/2015)

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O projeto de pesquisa pretende verificar as características de personalidade e os aspectos neuropsicológicos do grupo em questão; a iniciativa conta com apoio da Fapesp e é realizado em parceria com o Núcleo de Violência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas

O aumento das taxas de mortes em decorrência de causas externas, como violência e acidentes, é assunto que vem sendo tratado na esfera da saúde pública. Tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o “Relatório sobre a situação mundial da prevenção à violência”, levantamento feito em 194 países, em que foram verificados os casos de violência que ocorrem entre os membros de uma família, parceiros, amigos, pessoas conhecidas ou desconhecidas. Segundo o documento, o grupo mais vulnerável inclui crianças que são vítimas de maus tratos, jovens, mulheres e idosos. Para os pesquisadores, a despeito dos poucos dados disponíveis, é consenso que indivíduos com transtornos mentais e deficiências também sofrem com o problema.

Se for considerada somente a violência contra a mulher, a estimativa é de que os índices de mortalidade na faixa dos 15 aos 44 anos são superiores aos do câncer, da malária, dos acidentes de trânsito e da guerra.

Diante deste cenário, o professor Antônio de Pádua Serafim, do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde, iniciou pesquisa para investigar a possível relação entre os fatores personalidade e desempenho cognitivo de mulheres expostas à situação de violência doméstica. Mestre em Neurociências e Comportamento, ele explica que “nesse projeto, quero entender se algumas características psicológicas favorecem que mulheres se coloquem na condição de vítimas de violência e se essa violência afeta seu funcionamento cerebral, em termos de memória, atenção, concentração”.

Para tanto, será utilizado um Laboratório de Avaliação Psicológica, criado especialmente para este fim. “Com apoio da Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], adquirimos os equipamentos e os testes psicológicos que vão instrumentalizar e facilitar o desenvolvimento desse estudo”, afirma o docente.

Já em desenvolvimento, o projeto possui uma parceria com Delegacias da Mulher de Diadema, Santo André, São Bernardo do Campo e também na capital. Uma parte do estudo é realizada nas próprias delegacias; outra, em organizações não governamentais que atendem mulheres vítimas. Com a criação do laboratório, elas também serão recebidas no campus Planalto da Metodista.

Antônio Serafim destaca que o projeto tem parceria com o Núcleo de Violência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo. “Os alunos do mestrado da Metodista também desenvolvem atividades no HC, bem como a equipe do hospital pode vir para cá”.

Outro convênio é com a Universidade do Algarve, de Portugal. Duas alunas vieram para o Brasil no ano passado para realizar parte de um estágio nessa área de avaliação psicológica.

Com previsão de término em 2016, a pesquisa conta ainda com participação de estudantes tanto do curso de Graduação em Psicologia quanto do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde.

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