Lançada campanha latino-americana Ponto Final na Violência Contra Mulheres e Meninas (Persona Mulher – 12/12/2013)

A Casa da Mulher Catarina e a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos lançam nesta quarta-feira (11), uma campanha com o objetivo de incluir, promover e disseminar na categoria de jornalistas profissionais e na sociedade, o debate sobre relações de gênero, em especial a violência de gênero como um problema que impacta a vida e a cidadania das mulheres, buscando a sua compreensão e desnaturalização, influenciando no tratamento dado pelos meios de comunicação.

A Casa da Mulher Catarina apresentou o projeto, voltado à uma ação junto aos jornalistas, aos organizadores da campanha latino-americana Ponto Final na Violência Contra Mulheres e Meninas. O projeto, além deste apoio, também foi encampado pela Secretaria de Política para as Mulheres do Governo Federal; Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher; Rede Feminista de Saúde; Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul; Coletivo Feminino Plural; Rede de Homens pela Equidade de Gênero; e Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe (RSMLAC).

Para debater a abordagem da imprensa sobre as questões da violência, a ideia foi realizar o Concurso Nacional de Jornalismo sobre Violência de Gênero. Depois de selecionadas as reportagens vencedoras, ocorrerá o Seminário Internacional sobre Mídia e Violência de Gênero, no mês de abril de 2014.

“Os jornalistas estão entre o fato e o público, portanto podem ajudar muito ao evitarem a banalização dos crimes contra as mulheres e meninas”, diz Clair Castilhos, secretária executiva nacional da Rede.

Segundo a organização da campanha, essa necessidade de difundir o tema se dá pelos altos níveis de ocorrência da violência contra mulheres e meninas, em função das profundas raízes culturais do problema e sua banalização.

Estudos brasileiros alinham-se com pesquisas internacionais atestando que mais de um terço de todas as mulheres do mundo são vítimas de violência física ou sexual, o que representa um problema de saúde global com proporções epidêmicas, relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo levantamento do Instituto Sangari, baseado em dados obtidos de certidões de óbito e da OMS, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil acumulou mais de 90 mil mortes de mulheres vítimas de agressão nos últimos 30 anos.

Como funciona o concurso
Para participar do Concurso Nacional, os jornalistas devem se inscrever entre os dias 11 de dezembro de 2013 a 31 de janeiro de 2014, com o preenchimento de uma ficha de inscrição específica disponível no site www.casadamulhercatarina.com.br. A ficha de inscrição preenchida pode ser enviada pela internet para o e-mail: [email protected]
A análise das reportagens a serem premiadas irá contemplar os seguintes critérios: Originalidade; Pertinência; Caráter investigativo; Criatividade no desenvolvimento da pauta; Linguagem e fontes consultadas.

A organização sugere alguns temas sobre a questão da violência contra as mulheres e meninas no Brasil: Lei Maria da Penha; Violência de gênero; Ações Afirmativas de enfrentamento a violência contra mulheres e meninas; Políticas Públicas de promoção da equidade de gênero; Direitos Humanos e cidadania das mulheres e o Movimento feminista.

Premiação
Será distribuído um total de R$ 20 mil reais em prêmios (sobre os valores brutos dos prêmios incidirá Imposto de Renda) nas seguintes categorias:
1. Mídia Impressa: R$ 5 mil reais;
2. Televisão: R$ 5 mil reais;
3. Rádio: R$ 5 mil reais;
4. Outras mídias: R$ 5 mil reais.

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