Lei Maria da Penha completa sete anos (Coletivo – 08/08/2013)

Estandes com depoimentos de vítimas que sofreram violência doméstica buscam sensibilizar para a questão

Estandes com depoimentos de vítimas que sofreram violência doméstica buscam sensibilizar para a questão

Em comemoração ao aniversário de sete anos da Lei Maria da Penha, hoje pela manhã, na estação do metrô da Rodoviária do Plano Piloto, o Programa de Assistência Multidisciplinar de Vítimas de Violência (Pró-Vítima) montou a exposição: Lembrar para não esquecer, não esquecer para transformar, que traz estandes com depoimentos de vítimas que já sofreram violência doméstica. O evento também divulga cartilhas para as pessoas que passam no local, enfocando sobre a lei, além de informativos sobre o Pró-Vítima. Serão 30 dias de divulgação em todo o DF.

Segundo a psicóloga do programa, Renata Delgado, houve um aumento de registro de denúncia no decorrer do período em que a lei foi implantada. “As mulheres vítimas da violência deixaram de ficar caladas e começaram a denunciar seus parceiros agressores”, diz a psicóloga. A luta pela igualdade de gênero e para a inclusão da mulher ao centro da agenda governamental ainda continua.

O movimento de hoje serviu para dar orientações em casos de agressão contra a mulher, para mostrar o emponderamento e a visibilidade da importância da denúncia.

A Secretaria da Justiça vai inaugurar, no dia 30 de agosto, mais um posto de atendimento às vítimas de violência doméstica, em Planaltina. O Centro de Atendimento à Mulher de Planaltina oferece acompanhamentos psicológico, social e jurídico a vítimas de crimes como homicídio, latrocínio, estupro, violência no trânsito, violência doméstica e desaparecimentos, a exemplo dos demais postos de atendimento.

Programa oferece assistência

O programa foi criado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF para atender as vítimas e seus familiares, combatendo contra a violência no Distrito Federal. O Pró-Vítima é executado pela Subsecretaria de Proteção a Vítimas de Violência que disponibiliza postos de atendimentos nas regiões administrativas de Paranoá e Ceilândia Norte e também na Estação Rodoferroviária (Sede), na Ala Central, Térreo, e na Estação 114 Sul do metrô. O telefone da central é 2104-1934.

Thiago Silva 

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