Lei Maria da Penha é abordada de forma lúdica nas escolas municipais (Capital Teresina – 27/08/2015)

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Projeto está em sua segunda etapa e aborda a Lei Maria da Penha em forma de cordel

Os alunos das escolas municipais de Teresina estão aprendendo de uma forma descontraída a importância de combater a violência contra a mulher. Mais uma etapa do Projeto Lei Maria da Penha nas Escolas Municipais de Teresina teve início hoje (27), na E. M. Oscar Olímpio Cavalcante, conjunto Taquari, com a participação de 270 crianças.

O projeto é uma realização da Prefeitura Municipal de Teresina, através da Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres (CMPM), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semec). Para disseminar a Lei Maria da Penha nas unidades de ensino, o artista popular, Tião Simpatia, realiza apresentações de cordel com a temática, interagindo com as crianças e transmitindo mensagens positivas de respeito, tolerância e justiça.

“Desde criança uso o cordel como ferramenta de desenvolvimento da leitura e a rima como forma de expressão”, destacou Tião. “Esse projeto é uma oportunidade de dialogar com um público super jovem sobre um assunto bastante sério, mas que pode ser trabalhando de maneira lúdica, para que as crianças compreendam realmente a mensagem”, afirmou. O arte-educador protagonizará uma maratona de apresentações em 50 escolas, duas por dia, nos turnos manhã e tarde.

O projeto Lei Maria da Penha nas Escolas Municipais movimenta as unidades de ensino e também conta com a participação dos pais. Na E. M. Oscar Cavalcante, o grupo de balé do Programa Escola Aberta apresentou um espetáculo para o público convidado, que incluiu o prefeito Firmino Filho e o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma.

Empolgado com a participação de todas as turmas do 1º ao 5º ano da escola, Firmino convidou as crianças para lembrarem juntos o principal objetivo da atividade. “Estamos aqui para proteger as mulheres da violência. Quando trabalhamos com a conscientização das crianças, os resultados são ainda melhores porque formamos cidadãos conscientes não apenas dos seus direitos, mas também dos seus deveres”, observa.

De acordo com Marcilene Gonçalves, coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, o projeto chega à sua segunda etapa incluindo 50 escolas. “Tivemos a primeira etapa que foi muito bem sucedida. O projeto tem o objetivo de disseminar a lei de uma forma lúdica e os resultados são bastante positivos. Professores e pedagogos foram capacitados para abordar o projeto também em sala de aula. O que temos percebido é que as crianças estão conseguindo assimilar a lei e poderão ser agentes de contribuição no reconhecimento e denúncia de casos de violência contra a mulher”, destaca.

Em 2014, a ação percorreu 50 escolas, atendendo mais de 20 mil alunos como instrumento lúdico pedagógico de acesso a informação e medidas de enfrentamento a violência doméstica e familiar contra a mulher. A meta é passar por todas as escolas da capital, fortalecendo a corrente de proteção. O secretário municipal de Educação, Kléber Montezuma, lembrou que uma das funções da escola é a formação para a cidadania para que as crianças sejam sujeitos de direitos. “Quando se trabalha com crianças, elas crescem com a mentalidade de respeito com a pessoa humana, se torna cidadãos conhecedores e disseminadores das noções de respeito. E a escola tem essa função pedagógica”, frisa.

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