Lei Maria da Penha nas Escolas promove palestras e workshop com ativista americano (MPRJ – 02/10/2015)

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O projeto Conversando sobre a Lei Maria da Penha nas Escolas ganhou o reforço do especialista em prevenção à violência de gênero, Quentin Walcott. Durante dois dias, o renomado ativista americano promoveu palestras junto aos alunos, pais e professores da rede municipal e estadual de ensino e realizou um workshop com promotores de Justiça que atuam no projeto, delegados da DEAM e gestores públicos. Os encontros foram promovidos através de uma parceria entre o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica contra a Mulher e o Consulado dos EUA no Rio de Janeiro.

Quentin Walcott, Beata Angélica e Lúcia Iloízio (Foto: MPRJ)

Quentin Walcott, Beata Angélica e Lúcia Iloízio (Foto: MPRJ)

Na quinta-feira (01/10), mais de 100 estudantes da Escola Municipal Francisco Cabrita, na Tijuca, e do Colégio Estadual Julia Kubistschek, no Centro, assistiram a uma apresentação do americano sobre o tema. Walcott dramatizou situações e orientou os jovens a identificar esse tipo de violência e a lidar com ela.

“Violência doméstica corresponde à parte não saudável do relacionamento, quando um pretende controlar o outro de forma psicológica, verbal e financeira com mais frequência até que a própria violência física”, afirmou Walcott, que promoveu reflexões sobre a cultura patriarcal e de violência e defendeu programas de conscientização voltados não apenas para vítimas, mas também para agressores.

Na sexta-feira, o workshop foi realizado na sede do MPRJ e tratou sobre ações de prevenção. Para a coordenadora do CAO das promotorias de Justiça de Violência Doméstica contra a Mulher, Lúcia Iloízio, a palestra auxiliará o projeto que busca promover a reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e orientar os jovens sobre os fundamentos da Lei Maria da Penha.

A adida cultural do Consulado-Geral dos EUA, Beata Angélica, lembrou que as Nações Unidas consideram a Lei Maria da Penha como uma das mais completas do mundo e sua aplicação no Brasil, além do aumento da pena, estabeleceu tribunais especializados e promoveu maior visibilidade a esse tipo de violência, encorajando as denúncias.

Também participaram dos encontros a secretária municipal de políticas públicas para as mulheres, Ana Maria Santos Rocha; e representantes das secretarias de educação e de políticas para as mulheres do Município e do Estado do Rio.

Walcott é co-diretor-executivo da Connect, ONG de Nova York que atua na prevenção da violência doméstica junto a 700 homens por ano. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 70% das mulheres em todo o mundo sofrem algum tipo de violência de gênero ao longo da vida. A estimativa é que uma em cada cinco mulheres seja vítima de estupro ou de tentativa de estupro. De acordo com o Mapa da Violência 2012, entre 1990 e 2010 foram assassinadas cerca de 91 mil mulheres. Em 30 anos, o número de assassinatos de mulheres cresceu mais de 200%, para 4.297.

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