Lei sancionada em MT prevê multa para quem agredir mulheres (G1/Mato Grosso – 13/10/2016)

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De janeiro a setembro, 256 vítimas de violência foram atendidas pelo Samu. Projeto prevê multa em caso de utilização de serviços públicos do estado

Um projeto sancionado pelo governo de Mato Grosso neste mês prevê multa para quem agredir mulheres, em caso de utilização de serviços públicos prestados pelo estado. Casos desse tipo de agressão têm se tornado frequentes. Em alguns municípios, entre 40% e 80% das denúncias de violência são contra a mulher. O autor da proposta é o deputado Gilmar Fabris (PSD). A punião financeira, entretanto, não anula as penas às quais o criminoso está sujeito.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, por exemplo, atende a chamados de socorro por violência doméstica. Na maioria das vezes, são os vizinhos quem chamam pelo serviço.

“Geralmente a mulher é encontrada com casos de fratura de face, várias escoriações, sangramentos, fratura de costelas, perda de dentes, lesões na face, lesões no couro cabeludo. Ou seja, são lesões que demandam atendimento de uma equipe avançada”, disse o superintendente do Samu, Herlanderson Gomes Gonçalves.

De janeiro a setembro deste ano, 256 mulheres vítimas de violência foram atendidas pelas ambulâncias do Samu em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana. Seis delas já tinha morrido quando o socorro chegou. E além do problema social, a violência também encarece as contas do estado: o custo de um atendimento como o do Samu não sai por menos de R$ 800.

“Ele movimenta toda uma máquina, desde uma delegacia a um policiamento, hospitais, e depois isso vai para o judiciário, promotoria, defensoria. O custo é muito alto e ainda não tem tido a resposta que precisamos”, disse a superintendente estadual de Políticas para as Mulheres.

Os valores oneram o estado, mas o preço nunca vai pagar pela violência vivida pelas mulheres vítimas de seus parceiros. Uma delas passou foi vítima do próprio marido durante dez anos. Ela se separou do marido em 2015 e pediu para não ter o nome identificado, mas relatou os abusos.

“Ele me batia, me empurrava, me dava tapa na cara, me agredia. Me bateu e me empurrou dessa escada a última vez que ele me agrediu”, contou. Ela perdeu o primeiro bebê do casal quando ele ainda estava na barriga, devido às agressões. A filha dela, enteada do agressor, também sofreu abusos dele, dos cinco anos aos 15 de idade.

A vítima acabou engravidando depois, mas o agressor se aproveitou desse momento para continuar cometendo crimes contra a enteada. “Aí quando o bebê nasceu ele falou assim: ‘Agora você cuida do neném que eu cuido da baixinha’. O filho era desculpa sabe, pra ele continuar abusando da minha filha”, contou.

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