Lesão corporal dolosa contra a mulher cresce 16% na Grande SP (G1 – 07/08/2017)

Em Suzano, Secretaria de Saúde capacita profissionais para identificar casos de violência doméstica.

Números recentes da Secretaria de Segurança Pública do Estado apontam que houve um aumento de 16,16% nos casos de lesão corporal dolosa contra a mulher, que é quando há intenção de agredir, na Grande São Paulo. Esses dados comparam junho desse ano com junho de 2016. Pra tentar combater essa triste realidade, a Secretaria de Saúde de Suzano promoveu nesta segunda-feira (7), bem no dia em que a Lei Maria da Penha completa 11 anos, um curso para ajudar os profissionais da saúde a reconhecer esses casos.

Mais do que lidar com as medicações das pacientes, no posto de saúde onde trabalha, Anarita Moura dos Santos ouve o que muitas revelam sofrer dentro de casa. “A gente costuma lidar com esse tipo de situação no dia a dia. Infelizmente é no dia a dia. A mulher já é sensível por si só e ficam mais frágeis quando são vítima de violência.”

Pra capacitar profissionais como ela, a Secretaria de Saúde de Suzano promove um curso, até o dia 22 de agosto, que inclui temas que vão tratar sobre a identificação, acolhimento e encaminhamento de casos de agressão doméstica e sexual. Vão ser 30 horas de capacitação pra funcionários públicos de setores como saúde, educação, assistência social, além de integrantes da Patrulha Maria da Penha e da Guarda Civil Municipal.

“A ideia é mostrar porque estamos dando esse curso, por que é importante falar da violência contra a mulher e o porquê há um agravo crescente. É o nosso quarto maior agravo, o que mais mata dentro do município. Em 2015, a violência contra a mulher foi a segunda maior notificação compulsória na cidade”, disse a coordenadora da Rede Municipal de Atenção à Pessoa em Situação de Violência Doméstica ou Sexual, Magna Damasceno.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, em junho desse ano foram registrados 769 casos de lesão corporal dolosa contra a mulher nas delegacias da Capital e Grande São Paulo. Esse número representa 16,16% a mais que junho do ano passado, quando foram registradas 662 ocorrências do tipo.

Números que, segundo a palestrante, reforçam a necessidade de capacitações no Alto Tietê. “É importante que a gente entenda que os serviços de saúde precisam estar preparados para receber esse público. Saber detectar quando a violência está acontecendo e interromper esse ciclo de violência”, disse Magna.

Um compromisso de quem promove e participa do curso já é o de unir forças pra que o acolhimento das vítimas seja cada vez mais humanizado. Um primeiro passo indispensável onde quer que elas sejam atendidas. “O maior objetivo de tudo isso é jogar luz neste problema. Desta forma começamos a tentar resolver”, considerou o secretário de Saúde de Suzano, Luís Cláudio Guillaumon.

Quem quiser mais informações sobre o trabalho que a rede realiza pode ligar nos telefones 4745-2092 e 4745-2095. Vale lembrar também o telefone da Delegacia da Mulher de Suzano. É o 4748-8040.

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