Lições da Primeira Onda de Pesquisa e Ativismo sobre Feminicídio, por Kathleen Staudt

Durante quase duas décadas, o olhar mundial voltou-se a Ciudad Juárez (México) pela sua característica de capital mundial do feminicído. Desde o ápice do ativismo antifeminicida radical, em 2003-2004, o assassinato de mulheres não apenas cresceu, mas o fez de forma exponencial. Apesar disso, o ativismo diminuiu.

Desde 2010, com o início de uma “segunda onda” de atenção na fronteira mexicana, mostrou-se importante esclarecer algumas definições e avaliar estratégias de mudança. Este artigo fará um resumo da primeira onda de ativismo voltado à violência contra as mulheres, com foco em Ciudad Juárez e nas redes que seus ativistas criaram para além da fronteira e com o resto do mundo. Dissecaremos as diversas definições da palavra feminicídio e argumentaremos em favor de uma definição unificada que encontre ressonância nos contextos social e legal.

Também discutiremos a importância de examinar todos os homicídios, qualquer que seja o gênero das vítimas, na esperança de profissionalizar as práticas policiais. Por fim, apresentaremos um resumo da primeira onda de pesquisa e ativismo, acrescido de meus próprios pontos de vista.

Extraído do Resumo do artigo.

Kathleen Staudt é cientista política. Atualmente é professora da Universidade do Texas (EUA) em El Paso.

STAUDT , Kathleen. “Lições da Primeira Onda de Pesquisa e Ativismo sobre Feminicídio”. Revista Brasileira de Segurança Pública. São Paulo. Ano 5. Edição 8. Fev-Mar/2011, p. 194-205.

Acesse em pdf (127 KB)Lições da Primeira Onda de Pesquisa e Ativismo sobre Feminicídio, por Kathleen Staudt

Saiba mais:
Femicídios e as mortes de mulheres no Brasil, por Wânia Pasinato
SPM debate feminicídio na América Latina com especialista da ONU (SPM-PR – 11/09/2012)