Magistradas do TJRJ visitam Sala Lilás e destacam humanização no atendimento à mulher (TJRJ – 14/08/2017)

A desembargadora Suely Lopes, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar e a juíza Adriana Ramos de Mello, titular do I Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, estiveram nesta segunda-feira, dia 14, na Sala Lilás, local especializado no atendimento às mulheres vítimas de violência. O espaço, destinado a exames periciais, fica no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML), na Leopoldina, Centro do Rio. As magistradas acompanharam o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e representaram o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), parceiro na criação do projeto com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESEG), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o projeto Rio Solidário e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres.

Durante a visita, a desembargadora Suely Lopes ressaltou a importância do trabalho elaborado entre o TJRJ e outros órgãos públicos a fim combater a violência de gênero e aperfeiçoar o suporte às mulheres agredidas. “Precisamos continuar com essa parceria vitoriosa”, afirmou.

O prefeito Marcelo Crivella destacou o trabalho dos funcionários do espaço e afirmou que pretende ampliar o projeto, criando uma Sala Lilás no IML de Campo Grande, na Zona Oeste. “As mulheres e crianças, que vivem em uma situação de risco, precisam de toda a atenção. Salas como essa, com funcionários atenciosos, que no momento da dor prestam aquele atendimento tão necessário, fazem toda a diferença”, disse.  

Também participaram da comitiva de visita o diretor do IML, Reginaldo Franklin; da delegada assistente da Chefia da Polícia Civil, Renata Pompas; da  coordenadora do Ciclo da Vida da Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda Prudencio; da representante da Secretaria de Saúde do Estado, Ivanise Arouche; e da coordenadora da Rio Solidário, Roberta Risa.

Número de atendimentos na sala cresceu este ano

O número de atendimentos às vítimas de violência doméstica que buscam apoio especializado na Sala Lilás saltou de 237, no primeiro semestre do ano passado, para 335 no mesmo período deste ano. Destes, 206 são adultos, sendo 200 mulheres. A violência física, com 52,5%, representa o maior número de casos, seguida por agressão psicológica ou moral, com 37,7%, e a violência sexual, com 5,5%.

Nos casos de agressão contra crianças, 68,8% envolvem meninas e 31,91% são meninos. Em dois terços dos crimes houve violência sexual. De acordo com os dados, 87% das agressões ocorrem dentro de casa. Contra adolescentes foram registrados 35,6% de casos de violência sexual e 26,9% de insultos psicológicos.

Outro dado importante é que a maior parte das pessoas atendidas na Sala Lilás foi agredida na própria casa. Em casos envolvendo idosas, o índice chega a 88,9%; 87% com crianças, seguido com 71,1% de mulheres e 64,1% de adolescentes.

Sobre a sala Lilás

A Sala Lilás é equipada com uma maca ginecológica para o atendimento à mulher, incluindo crianças (vítima de abusos sexuais), adolescentes e idosas. Também há quadros explicativos com a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e uma relação dos órgãos de proteção aos quais a mulher deve recorrer em caso de violência. Uma equipe formada por enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais fica à disposição no local. O espaço foi inaugurado em 2015, encerrando a terceira edição da campanha “Semana da Justiça pela Paz em casa”, realizada em todo o Brasil de 30 de novembro a 4 de dezembro. 

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