Mais da metade dos casos de estupro em SP ocorrem com conhecidos ou familiares (Portal Brasil – 27/09/2016)

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Estudo do Instituto Sou da Paz mostra que mais da metade das vítimas são mulheres e têm menos de 18 anos

A cada dez casos de estupro registrados no primeiro semestre deste ano, seis vítimas foram violentadas por pessoas do círculo social. Os dados são de levantamento do Instituto Sou da Paz, referentes à cidade de São Paulo.

Quase 59% dos registros apontam que o autor era conhecido, familiar ou pessoa com a qual se relacionou. Quando o autor do crime era conhecido, os mais citados foram vizinhos (22,7%), colegas (18%) ou amigos da família (10,2%).

O estudo mostra ainda que a maioria das vítimas são mulheres (87,6%) e que elas são, em sua maioria, menores de 18 anos (60,6%). No caso de crianças menores de 10 anos, a autoria é de familiares em quase metade dos registros.

No intervalo analisado, foram feitos 4.736 boletins de ocorrência de estupros em todo o Estado de São Paulo, 4,5% a mais que nos mesmos meses de 2015.

Crianças

No que diz respeito às violações contra os direitos das crianças, os dados do Disque 100, de janeiro a junho deste ano, mostram que 18,35% das denúncias eram de violência sexual. No período, a Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania registrou 42.450 relatos, sendo que 43,42% destes indicavam que as violações foram praticadas dentro de casa.

De acordo com a pesquisa do Instituto Sou da Paz, em São Paulo, a maior parte das vítimas de estupro entre 2015 e 2016 possuía 11 e 15 anos de idade, aparecendo em segundo lugar a faixa etária de 6 a 10 anos. Em ambos os anos, verificou-se que mais da metade dos estupros foi cometida contra menores de 18 anos – 64% das vítimas de estupro de 2015 e 60,6% das vítimas de 2016.

A participação de homens entre as vítimas de estupro é mais recorrente entre as vítimas com idades entre 2 e 10 anos, chegando a representar 25% das ocorrências nessa faixa etária, revela o estudo

A partir do Disque 100, a população pode denunciar casos de violência, maus tratos ou abuso sexual envolvendo crianças ou adolescentes. O serviço funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel, bastando discar 100. As denúncias podem ser anônimas, e o sigilo das informações é garantido, quando solicitado pelo demandante.

O governo federal também possui o aplicativo Proteja Brasil, desenvolvido para smartphones Android e iOS para denunciar qualquer violência e abuso contra meninos e meninas, tem gratuitamente um sistema de georreferenciamento que indica as estruturas de proteção mais próximas, como os Juizados da Infância e Juventude, o Ministério Público, os conselhos tutelares e as Delegacias de Proteção da Criança e do Adolescente.

Ligue 180

No mesmo período, o Ligue 180 registrou 555.634 atendimentos, mais de 3 mil por dia em todo o Brasil. O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), número em que podem ser feitas denúncias de forma anônima e gratuita.

Houve relatos de violência em aproximadamente 68 mil atendimentos (12,23%). Em 67,63% dos casos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas.

A quantidade de atendimentos da primeira metade de 2016 é 52% maior que o número do mesmo período do ano passado, 364.627. Para a SPM, esse é um sinal de que as pessoas estão perdendo o medo de denunciar e mais preocupadas com a violência contra a mulher.

Pela central telefônica, também podem ser solicitadas informações sobre a legislação, reclamações sobre os serviços da rede de atendimento e encaminhamento para outros serviços de teleatendimento, como o da Polícia Militar (190).

A equipe de atendimento trabalha 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil e de mais 16 países.

Fonte: Portal Brasil

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