Mais de 5 mil mulheres foram vítimas de violência no 1º semestre em SP (G1/São Paulo – 26/09/2016)

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Capital registrou 5.343 casos de agressão nos primeiros 6 meses de 2016. Brasil é 5º no mundo em violência doméstica, aponta a ONU

Mais de 5 mil mulheres foram vítimas de lesão corporal dolosa (quando o agressor tem intenção de ferir) nos seis primeiros meses deste ano na cidade de São Paulo. Os números de violência contra a mulher fazem do Brasil o 5º país no mundo em violência doméstica, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são do SPTV.

Foram exatas 5.343 vítimas de agressão na capital no primeiro semestre de 2016. Em mais de 80% dos casos as agressões vieram do marido ou namorado das vítimas. Em 18 dos casos, elas terminaram com a morte das mulheres envolvidas. No mesmo período, 76 foram vítimas de estupro e mais de 5,4 mil foram ameaçadas.

Para discutir o problema, mulheres de diferentes setores se reuniram, nesta segunda-feira (26), no Palácio do Governo. Segundo a assessora especial para assuntos internacionais do governo, Ana Paula Fava, a importância do encontro é trazer uma experiência internacional, pois trata-se de “um tema que acontece no mundo inteiro”.

Neide de Fátima Martins é presidente da ONG União Popular de Mulheres, que acolhe vítima de agressões domésticas na Zona Sul de São Paulo. Ela conta que “convida elas para participar de algum grupo ou de artesanato ou dança”. “Porque a mulher vem muito para baixo e não tem vontade de nada. Aí, a gente vai e estimula ver a beleza dela, os filhos que ela carrega na barriga e no braço”, explicou.

Para a norte-americana Ludy Green, fundadora da ONG Second Chance e autora de um livro sobre o combate à violência doméstica, a mulher que estuda e trabalha tende a ter mais chance de deixar esse círculo de violência. “Se elas têm que depender de um homem, seu marido, que maltrata elas, se elas não têm uma boa situação econômica, ela não vão poder escapar dessa situação”, afirmou.

Vítima de agressões durante um casamento de 35 anos, a professora Inês Francisca de Almeida ajuda, hoje, outras mulheres a dizerem não às agressões sofridas. “Tem que denunciar, porque se a gente não denunciar, a gente não vai saber o que está acontecendo. Como é que você vai sair dessa? As nossas autoridades precisam saber o que está acontecendo para toma uma atitude”, concluiu.

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