Mapa da Violência 2012 – Com dados sobre homicídios de mulheres no Brasil (Instituto Sangari, abril de 2012)

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Segundo o estudo, de 1980 a 2010 foram assassinadas no país cerca de 91 mil mulheres, sendo 43,5 mil só na última década. O número de mortes nesses 30 anos passou de 1.353 para 4.297, o que representa um aumento de 217,6% nos índices de assassinatos de mulheres.

Espírito Santo é primeiro do ranking

De acordo com a pesquisa, de 1996 a 2010 as taxas de homicídios de mulheres permaneceram estabilizadas em torno de 4,5 assassinatos para cada grupo de 100 mil mulheres. Espírito Santo, com taxa de 9,4 homicídios em cada 100 mil mulheres, mais que duplica a média nacional e quase quadruplica a taxa do Piauí, o Estado que apresenta o menor índice do país.

Entre os homens, só 14,7% dos homicídios aconteceram na residência ou habitação. Já entre as mulheres, essa proporção eleva-se para 40%, o que mostra que, para elas, a casa é o local mais perigoso.

Sobre a pesquisa

O “Mapa da Violência 2012: Os novos padrões da violência homicida no Brasil” é um estudo  do Instituto Sangari – coordenado pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfiz e realizado em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) – que analisa os últimos 30 anos de violência homicida no país com o objetivo de avaliar mudanças nos padrões históricos e apontar as principais características da evolução dos homicídios em todo o país: nas 27 Unidades da Federação, 27 capitais, 33 regiões metropolitanas e nos 200 municípios com elevados níveis de violência.

Brasil é o 7º no ranking internacional de homicídios femininos

Os dados internacionais permitem avaliar de forma comparativa os níveis de violência exis­tentes no país. Dessa maneira, apresentando uma taxa de 4,4 homicídios para cada 100 mil mulheres, o Brasil ocupa a sétima posição entre 84 países do mundo com dados homogêneos da OMS (Organização Mundial da Saúde) compreendidos entre 2006 e 2010.

Relação com o agressor

Desconsiderando os 8.219 casos de atendimento (17,0% do total) no SUS (Sistema Único de Saúde) que não registra o tipo de relação da vítima com o provável agressor, o estudo permite afirmar que:

  • os pais são os principais responsáveis pelos incidentes violentos até os 14 anos de idade das vítimas; até os 4 anos, destaca-se a mãe e, a partir dos 10 anos, a figura paterna;
  • a partir dos 20 anos da mulher até os 59 anos, o agressor é majoritariamente o cônjuge e/ou namorado (ou os respectivos ex);
  • a partir dos 60 anos são os filhos que assumem o lugar de autor da violência contra a mulher.

 

Acesse em pdf (1,06 MB) o Mapa da Violência 2012 – Com dados sobre homicídios de mulheres no Brasil (Instituto Sangari, abril de 2012).

Centrado na problemática da vitimização feminina por homicídios no país, o documento é um complemento ao Mapa da Violência 2012: Os novos padrões da violência homicida no Brasil.

Veja também a atualização do Mapa da Violência 2012 – atualização: Homicídio de Mulheres no Brasil, divulgado em agosto2012