Maranhão adere ao programa Mulher, Viver sem Violência (O Estado do Maranhão – 24/10/2013)

Estado terá a Casa da Mulher Brasileira, que será construída em um terreno no bairro do Jaracati, em São Luís

O Maranhão aderiu oficialmente na manhã de ontem ao programa Mulher, Viver sem Violência, do Governo Federal. Com isso, o estado passará a dispor de uma rede ampla e fortalecida formada por diversas instituições que atuarão no combate à violência contra as mulheres e ainda prestarão a assistência necessária para as vítimas dessa agressão.

A solenidade que marcou a adesão do Maranhão ao programa aconteceu no Palácio dos Leões, localizado na Avenida Pedro II, e teve a presença da governadora Roseana Sarney e da ministra da Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Eleonora Menicucci, responsável pelo programa.

Estiveram presentes durante o evento a secretária estadual da Mulher, Catharina Bacelar; a desembargadora Nelma Sarney; a procuradora de Justiça, Sandra Alves; o defensor público-geral, Aldy Mello de Araújo Filho; o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, além de outros secretários e autoridades do Judiciário e do Legislativo e cerca de 300 Trabalhadoras rurais de diversos municípios e representantes de movimentos femininos.

Programa – O Maranhão foi a 10ª unidade federativa a aderir ao programa Mulher, Viver sem Violência. Somente no primeiro semestre deste ano, 60% dos municípios maranhenses acessaram a Central de Atendimento à Mulher – ligue 180, da SPM-PR, serviço disponibilizado para atender as vítimas de violência de gênero.

Com a adesão do Maranhão ao programa, o estado terá a Casa da Mulher Brasileira, que será construída em um terreno no bairro do Jaracati, em São Luís, e oferecerá atendimento integral e gratuito às vítimas de violência por meio de serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento e orientação para emprego e renda.

Além disso, também foram doados dois ônibus que serão utilizados para percorrer cidades do interior do Maranhão e também em áreas rurais, levando assistência necessária para as mulheres vítimas de violência. As unidades móveis seguirão um cronograma e itinerário nas áreas rurais do Maranhão organizados pelo Governo do Estado e pelo Fórum Estadual de mulheres do campo e da Floresta, contando com o apoio da Secretaria Nacional de Políticas pelas mulheres, do Fórum Nacional e da coordenação da Marcha das Margaridas.

Importância – De acordo com a governadora Roseana Sarney, as mulheres ocupam um espaço de grande representatividade na sociedade maranhense. Por essa razão, ela frisou que é importante o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

“A adesão do Maranhão ao programa é um grande passo para que as vítimas de violências recebam assistência em todas as áreas. Com isso, nós estamos fortalecendo a rede de assistência e as políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência contra as mulheres. Além disso, as unidades móveis que estamos recebendo são de extrema importância, pois contribuirão para a abrangência do nosso atendimento em todo o estado”, disse a governadora.

Além disso, Roseana Sarney destacou o fortalecimento das parcerias entre o governo estadual, federal e outros órgãos, como o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública para ampliar o atendimento às vitimas de violência. “Nós teremos uma parceria bastante significativa, que reforçará esse apoio, para que assim possamos expandir ainda mais essa rede de proteção às mulheres do nosso estado”, pontuou a chefe do Executivo estadual.

Durante a solenidade, a ministra da Secretaria de Políticas para as mulheres, Eleonora Menicucci, destacou a importância de levar ações de enfrentamento à violência contra as mulheres para o âmbito rural. “É a primeira vez que o Estado brasileiro enfrenta a violência contra as mulheres no âmbito rural. Apenas uma mulher poderia fazer isso, que é a presidente Dilma Rousseff. As unidades móveis serão de grande importância para o enfrentamento da Violência Contra a Mulher. Ações como essas estão contribuindo para mudar a realidade do nosso país”, frisou.