Mexeu com uma, mexeu com todas: manifesto pede fim de assédio no metrô (Catraca Livre – 09/09/2015)

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Todos os dias mulheres sofrem abuso e são expostas ao machismo nos transportes públicos. No entanto, as agressões costumam ser abafadas com justificativas de que os ônibus e metrôs são lotados e, por isso, encoxadas e “mão boba” acabam sendo “naturais” e “inevitáveis”.

Embora a Companhia do Metropolitano de São Paulo não disponibilize estatísticas com o número de abuso e assédio no metrô paulistano, pesquisas realizadas pela organização ActionAid em 2014 revelam que pelo menos metade das mulheres já sofreram algum tipo de abuso no metrô.

Por conta disso e da falta de fiscalização e apoio às vítimas, foi criado o “Mexeu com Uma, Mexeu com Todas“, manifesto assinado por diversos coletivos, organizações e mulheres que denunciam e pedem que órgãos competentes comecem a tomar medidas severas contra o assédio.

Humaniza Redes

Campanha pede punição de agressores no metrô e ônibus (Foto: Facebook Humaniza Redes)

“Agora, cada mulher que estiver sendo desrespeitada ou sujeita a alguma violência pelo fato de ser mulher deve denunciar o ocorrido na mesma hora e receberá o apoio das demais mulheres e dos órgãos competentes. Além disso, a campanha exige adaptações no sistema de transporte público para facilitar a identificação do agressor”, diz o manifesto.

Veja quais são suas outras reivindicações:

“EXIGIMOS que o metrô dê apoio às vitimas em todas as estações. 

Que contrate mais seguranças mulheres treinadas para lidar com violência contra as mulheres e não tenham como foco vigiar as catracas. 

Que treine todos os funcionários e funcionárias para lidar com casos de agressão sexual. 

Que instale uma delegacia da mulher em uma estação central. 

Que divulgue o número de agressões sexuais nas próximas semanas. 

Que organize campanhas e materiais em conjunto com as funcionárias e usuárias, – que levem em consideração as especificidades das mulheres jovens, negras e lésbicas, maior parte das vítimas – e não em um comitê de marketing que ignora o poder das mulheres.”

Assine também o manifesto enviando um e-mail para [email protected]

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