Ministério Público admite denunciar segurança acusado de estupro no réveillon (Extra – 17/02/2016)

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O Ministério Público do Distrito Federal vai analisar o inquérito policial sobre a denúncia de uma jovem, que afirma ter sofrido um esturpro durante uma festa de réveillon em Brasília. O relatório da Polícia Civil aponta que não foram encontradas provas para o indiciamento do acusado. Mas o MP ainda vai decidir se o caso será arquivado ou não.

Por meio de nota, o MP informou que ainda não recebeu o inquérito policial, mas que o promotor de Justiça irá analisá-lo. Ainda segundo a nota, “existem três possibilidades: pedir novas diligências à polícia, denunciar o segurança ou arquivar o caso”.

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a denúncia feita no dia 1º de janeiro e, segundo o relatório, não havia “indícios suficientes de materialidade” que justificassem o indiciamento do suspeito.

Segundo a nota, o segurança foi ouvido e admitiu que teve relação sexual com a jovem que o denunciou por estupro. Mas ele garante que foi consensual.

“Em diligências realizadas pela DEAM o suposto autor foi identificado e ouvido, momento em que confirmou a relação sexual, porém acrescentou que foi consentida. Também foram ouvidas diversas testemunhas, as quais informaram que houve um prévio envolvimento entre as partes ainda dentro da festa e que ambos saíram da festa de mãos dadas”.

A conclusão da polícia é muito diferente da versão dada pela jovem que denunciou o segurança. Segundo relatos da mesma nas redes sociais, o que ocorreu foi um estupro, durante uma festa no Setor de Clubes da Asa Norte. VLS conta que foi abordada por um dos seguranças do evento e, por estar embriagada, o acompanhou. Ainda segundo o relato, o homem a teria levado a uma área de estacionamento, onde teria ocorrido o abuso sexual.

Já o segurança conta que trocou olhares com a jovem dentro do clube e que ela se ofereceu para ele. O homem conta que os dois saíram juntos do local e que tiveram relações sexuais consentidas na área externa.

A Polícia Civil relatou que “a vítima foi submetida a exame de corpo de delito, em qual não foi possível constatar a incapacidade de reação”.

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