Missa marca cinco anos de estupro coletivo com duas mortes em Queimadas (G1/Paraíba – 13/02/2017)

Missa reuniu familiares das vítimas em Queimadas, no Agreste. Crime ficou conhecido como a ‘Barbárie de Queimadas’, em 2012.

Uma missa marcou os cinco anos do estupro coletivo que culminou com a morte de duas mulheres em Queimadasx, no Agreste paraibano. Familiares das vítimas se reuniram na igreja da cidade no domingo (12) para lembrar da tragédia que marcou a Paraíba e o país. Durante a celebração, houve muitas manifestações de saudade e dor, mas também de reflexão.

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O crime aconteceu no dia 12 de fevereiro de 2012. Cinco mulheres foram estupradas e duas delas – a professora Isabela Pajuçara e a recepcionista Michelle Domingos – foram assassinadas na cidade de Queimadas, no Agreste da Paraíba. Elas estavam em uma festa de aniversário em uma casa com dez homens.

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Conforme as investigações da Polícia Civil e a denúncia feita pelo Ministério Público da Paraíba, os estupros foram planejados pelos irmãos Luciano e Eduardo dos Santos Pereira, que teriam chamado amigos para abusar sexualmente das mulheres convidadas para a festa de aniversário de Luciano. Segundo informações contidas no processo, o estupro coletivo seria um “presente” para o aniversariante.

Izânia Monteiro, irmã de Isabela Pajuçara, se emocionou em vários momentos da celebração eucarística, lembrou do episódio e espera que a tragédia tenha servido de lição para a cidade. “Foi um crime brutal, mas tudo o que aconteceu serviu de exemplo para o município, infelizmente teve que acontecer com Isabela e Michele, mas que fique a reflexão para a sociedade para que ninguém viole o direito de ninguém”, desabafou.

Para Maurício dos Santos, tio de Michele Domingos, a saudade e a dor por não ter se despedido da sobrinha ainda incomoda os familiares diariamente. “Nó sentimos uma saudade imensa porque nós não podemos vê-la,não podemos dizer o quanto era ela carinhosa. Não deu tempo a despedida e hoje o que a gente sente muito é a saudade ” explicou.

Entenda o caso

Sete homens e três adolescentes envolvidos foram julgados e condenados pela Justiça. Em uma sentença com 107 páginas, a juíza Flávia Baptista Rocha, sentenciou o grupo de homens a cumprir pena de reclusão em regime fechado no presídio de Segurança Máxima PB1, em João Pessoa. Os três adolescentes cumpriram medidas socioeducativas e já estão em liberdade.

Eduardo Santos Pereira, acusado de ser o mentor do crime, foi condenado a 108 anos de prisão. A sentença foi anunciada pelo juiz Antônio Maroja Limeira Filho e ele foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores e porte ilegal de arma, além dos cinco estupros.

Por estes crimes, ele foi condenado a 106 anos e 4 meses de reclusão. Além disso, ele recebeu uma pena de 1 ano e 10 meses de detenção pelo crime de lesão corporal de um dos adolescentes envolvidos no crime.

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