Morte de universitária é a 1ª a ser enquadrada como feminicídio no PA (G1/Pará – 22/04/2015)

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Jovem foi encontrada morta em sua casa na última segunda-feira. Segundo a Polícia Civil, registros de violência contra a mulher aumentaram

O caso da universitária Ingred Israel, assassinada na última segunda-feira (20), no conjunto Cidade Nova 5, em Ananindeua, é o primeiro no estado a ser enquadrado na Lei de Feminicídio, que qualifica o crime de homicídio contra a mulher. A nova lei entrou em vigor no Brasil há pouco mais de um mês e a expectativa é de que ajude a diminuir a violência doméstica.

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A estudante foi encontrada morta com perfurações no corpo dentro de sua casa. Natural de Óbidos, a estudante de 28 anos cursava nutrição na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Um dos peritos do IML informou que o corpo da vítima foi encontrado sem roupa no chão de seu quarto, que estava revirado, e a porta dos fundos da casa estava aberta. O personal trainer Antonio Eduardo Souza Nascimento foi preso na terça (21) pela Polícia Civil, suspeito de matar a universitária. Com ele, a faca usada para matar a vítima foi apreendida.

Feminicídio

A Lei altera o Artigo 121 do Código Penal, incluindo o homicídio qualificado contra a mulher por razão de gênero e caracterizando o feminicídio como crime hediondo. “Mesmo sendo de natureza leve, ela é uma ação pública incondicionada, ou seja, não há necessidade de representação da vítima, e o aumento da pena faz com que realmente exista uma punição para o agressor”, disse o juiz da 3ª vara de Violência Doméstica, Otávio Albuquerque.

De acordo com a Polícia Civil, os registros de violência doméstica na Delegacia da Mulher relacionados à agressão física e ameaça aumentaram de 15.193 para 16.083. Segundo a delegada Daniela Santos, denunciar é um passo muito importante. “As denúncias são de suma importância desde o primeiro ato violento sofrido pela mulher. Essa ocorrência pode até evitar crimes mais graves”, alerta a delegada.

Acusado confessa crime

Em depoimento prestado na tarde desta terça-feira na Divisão de Homicídios, em Belém, Antonio Eduardo admitiu ter assassinado a universitária, mas afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ele, a vítima teria o convidado para manter relações sexuais, no final de semana, mas o encontro teria ocorrido na segunda-feira. Ele afirma que, enquanto estavam juntos na casa da vítima, teria tido uma discussão com a vítima.

Logo em seguida, segundo a versão de Antonio, a vítima teria pegado uma faca de cozinha e depois uma tesoura, e chegou a feri-lo na mão e que durante a briga, a vítima escorregou e caiu. Foi então que ele pegou a faca no chão e passou a esfaqueá-la. O personal trainer negou ter roubado qualquer objeto de valor da vítima, afirmando que apenas levou a faca usada no crime. Ele foi preso em casa, na travessa WE-60, do conjunto Guajará, em Ananindeua, na Grande Belém.

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