MPCE lança campanha: Sou Mulher, Não Aceito Violência! (MPCE – 13/08/2015)

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O Ministério Público do Estado do Ceará, através do Núcleo de Gênero Pró-Mulher (Nuprom) de Fortaleza lançará, no dia 17, às 14h, a Campanha “Sou mulher, não aceito violência!”, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDM), no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, na rua Assunção, 1.100 – José Bonifácio. Segundo a procuradora de Justiça e coordenadora do Nuprom, Elsuérdia Andrade, a violência de gênero é um fenômeno social complexo e multifacetado que requer a ação articulada de diferentes áreas: saúde, educação, justiça, segurança, assistência social, cultura, etc.

O evento de abertura da campanha contará com a participação do psicólogo e doutor em Sociologia, professor titular do Curso de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Georges Daniel Janja Bloc Boris, que proferirá uma palestra com o tema “Falas Masculinas ou Ser Homem em Fortaleza: Múltiplos Recortes da Construção da Subjetividade Masculina na Contemporaneidade” .

Em breve, será realizada a divulgação da campanha no interior do Estado do Ceará, nas regiões do Cariri, Metropolitana de Fortaleza e Norte, a partir de subtemas propostos em cada um dos três encontros, visando estimular a participação dos homens no processo de responsabilização de suas atitudes, bem como na compreensão de fatores históricos e culturais que contribuem para as suas ações violentas.

Os Núcleos de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público atuam, prioritariamente, na garantia da transversalidade de gênero nas ações do Ministério Público, na formulação e implementação de políticas públicas de promoção da igualdade de gênero, na conscientização sobre os efeitos pessoais e sociais negativos da violência contra as mulheres e na correta aplicação das leis e tratados internacionais relativos às mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.

A campanha propõe uma mudança de paradigma no enfrentamento da violência doméstica contra a mulher, através da implementação de medidas que promovam não somente o empoderamento da mulher, mas também promovam a participação do homem agressor em programas de (re)educação, reabilitação ou recuperação, nos centros de atendimento integral e multidisciplinar. A violência contra a mulher tem cura e pode ser superada quando as suas causas são enfrentadas. O ciclo da violência contra a mulher a mulher dá o primeiro passo e o Estado faz a parte dele, reabilitando o homem agressor, que uma vez ressocializado, não agredirá outra mulher.

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