Mulheres de MG sofrem mais violência de conhecidos que a média do país, aponta IBGE (EM – 02/06/2015)

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Levantamento revela que mulheres representam 3,2% dos casos no estado e 3,1% no país e os homens 2,2% e 1,8%, respectivamente

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o percentual de pessoas que relataram ter sofrido violência ou agressão de pessoas conhecidas em Minas Gerais é maior que no Brasil e que as mulheres são as vítimas mais constantes deste tipo de crime. A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada nesta terça-feira, considerou os casos de violência de natureza física, psicológica, sexual ou em virtude de negligência e abandono.

A pesquisa apontou que 2,7% das pessoas com 18 anos ou mais em Minas Gerais relataram que sofreram alguma agressão ou violência nos 12 meses anteriores ao estudo, feito em 2013. No Brasil, esse percentual foi de 2,5%. As mulheres são as que mais sofrem com os atos de violência e agressões, apresentando percentuais mais altos em Minas (3,2%) e no Brasil (3,1%) se comparadas aos homens, com 2,2% e 1,8%, respectivamente.

Por sua vez, entre as capitais, Belo Horizonte fica em terceiro lugar no Sudeste em relação às agressões contra mulheres (2,3%), atrás do Rio de Janeiro (2,4%) e São Paulo (2,8%). O número também cai em relação à violência entre pessoas conhecidas entre ambos os sexos: 1,8% em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, contra 2,1 em São Paulo.

“Pelo que a gente observa significa que no caso é o interior de Minas que puxa essa média para cima. É interessante a gente notar que isso acontece também com os homens” explica Luciene Longo, analista do IBGE em Minas. Essa proporção também é maior com os homens, embora, de modo geral, as mulheres sofrem mais com a violência do que os homens”, destaca.

A delegada Cláudia Maria Sadi Cury, da Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte, acredita que a ampla divulgação da Lei Maria da Penha aumentou a confiança das mulheres em denunciar os agressores, o que pode ter aumentado o número de casos registrados. Ela também destaca as ações realizada no interior do estado. “A Polícia Civil, pelo menos as regionais dentro do estado e do interior, existe uma Delegacia de Mulheres de portas abertas para estar dando todo tipo de apoio a essa mulher e tomando providências em relação aos casos delas, em relação à Maria da Penha”, explica. Em Belo Horizonte, a delegacia tem atendimento 24 horas.

No caso das pessoas que relataram ter sofrido alguma violência ou agressão de pessoa desconhecida, os resultados do IBGE se invertem, inclusive no gênero da vítima. O Brasil tem percentual maior de casos de violência entre desconhecidos que Minas Gerais.

Os resultados acusaram que 3,1% dos brasileiros sofreram com agressões ou outro tipo de violência enquanto em Minas teve 2,4% de vítima de desconhecidos. Nesse caso, a proporção foi maior entre homens, com 3,7% no país e 3,0% em Minas. As mulheres representaram 2,7% das vítimas desse tipo de crime no Brasil e 1,9% em Minas.

Violência no trânsito

Minas Gerais também superou o percentual de vítimas no trânsito em comparação com o Brasil. Dos entrevistados a partir de 18 anos, também em relação aos casos de 2013, 3,3% das pessoas em Minas declararam que se envolveram em acidente de trânsito com lesões corporais. O percentual foi mais alto que o do país, com 3,1% de vítimas.

Os homens representam grande parte desse resultado. No país, o percentual de vítimas nesses casos é maior para os homens (4,9%) do que para as mulheres (1,9%). Na divisão etária, os mais jovens tem os resultados mais expressivos, com 6,5% para pessoas de 18 a 29 anos, 4,1% entre 30 e 39 anos e 2,1% entre 40 e 59 anos.

Rodrigo Melo e Cristiane Silva

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